Comunidade Evangélica Luterana "Cristo"

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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Zero e Um - Toque de Vida


Zero e Um

O zero é o assassino da matemática.
Ao menos é o que diz o texto deste blog. Quando se trata de somas ou subtrações, até que não é o problema. Algo somado a ou diminuído de zero permanece o mesmo. Mas é quando a multiplicação e a divisão entram em cena que tudo se complica. Qualquer conta que seja multiplicada por zero fica zerada. Na divisão, então, a coisa fica pior ainda. Por exemplo, se você tivesse quatro laranjas e não quisesse dividir com ninguém, como ficaria? Você não tem com quem dividir, mas também não quer ficar com elas. Jogar fora não é uma opção... O cérebro entraria em colapso, assim como o universo inteiro, caso fosse possível dividir ‘qualquer coisa” por “nada”.
Segundo o texto, as culturas mais antigas nem tinham o zero como algarismo em sua matemática.
Parece o ser humano. Somar ou diminuir coisas em sua vida nem sempre é complicado. O problema começa quando, ao multiplicar, precisa também aprender a dividir. Aí o ego, que nunca é igual a zero, mas sim elevado em grande potência, complica. Pois a imperfeição impede que consigamos adicionar, multiplicar, potencializar qualquer tentativa de melhorarmos a nós mesmos.
Mas 3 pregos, dois nas mãos e um nos pés, de Jesus, ao dar sua vida por bilhões de seres humanos, mostram o caminho. O valor que Ele nos atribui nos faz deixar de sermos um zero à esquerda para sermos adicionados à vida em família – a família do Deus que é 3 e também apenas 1. Aquele Um que estende a oportunidade finita e definida de trilharmos o caminho que arranca a raiz do erro e garante a certeza da vida infinita. Para aprendermos também a multiplicar e dividir sem que para isso precisemos dar um nó no cérebro, pois ele pode encontrar fácil a resposta: basta consultar o coração.
Se o zero, portanto, é assassino, é o Um que dá a vida.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Dia dos Pais - Experiência de Vida

Experiência de Vida
GoVal – 05/08/12
Textos Bíblicos: Salmo 145.10-21; Êxodo 16.2-15; Efésio 4.1-16; João 6.22-35
Régis Duarte Müller

·                    Experiência é algo muito importante para nossa vida. Mas nós a adquirimos com o tempo, e precisamos presenciar diferentes situações para aprender com elas e assim adquirir mais conhecimento. Acontece que durante essas vivências, muitas vezes acabamos vivendo situações difíceis, duras e muito desgastantes. Situações que nos levam a muito sofrimento, mas que no final das contas, nos servem de exemplo para o resto de nossa vida.
·                  Os pais sempre são exemplos e podem contribuir com seus filhos pelo tempo de vida e experiências adquiridas. Muitas coisas que passamos e enfrentamos na vida, já podem ter sido vivenciadas por nossos pais, e por isso, podemos pedir ajuda a eles sempre que necessário, e poderão nos ajudar a tomar decisões.
·                    Exemplos de vida e experiências nos levam a tomar decisões certas. Foi isso que fez Davi. Muitas vezes ele sofreu ataques e foi ameaçado, muitas vezes Davi fez coisas erradas que trouxeram consequências ruins, muitas vezes Davi precisou reconhecer que errou e assim, pedir perdão a Deus.
·                    Mas a experiência que Davi adquiriu com o tempo, serviu para que ele pudesse livrar-se das garras do rei Abimeleque. Ele fingiu estar louco, agindo de maneira estranha, e por isso, o rei o deixou ir embora.
·                    Davi usou da sua experiência e inteligência para escapar do rei e talvez, da sua condenação. Davi foi esperto. Mas, assim como Davi, às vezes achamos que podemos ser espertos com Deus. Então fingimos de loucos, fingimos que não sabemos, fazemos de conta que não é com a gente... Enfim. Acontece que Deus é nosso Pai. Ele sabe, conhece e vê tudo o que fazemos.
·                    Nossos pais terrenos tem uma função muito sublime neste mundo, pois são instrumentos de Deus na educação, no ensino e na formação dos seus filhos. E diante do decorrer deste tempo de Educação, ensino e formação, muitas são as vezes em que eles precisam corrigir seus filhos, até mesmo com castigos, para que eles saibam e aprendam com aquele erro, e não venham a repeti-lo mais tarde.
·                    Deus é Pai bondoso e amoroso, e sempre oferece oportunidades de arrependimento e mudança de vida. Ele faz isso porque não quer nos castigar, pois o castigo de Deus é a condenação, a morte eterna, a destruição completa. E nenhum pai quer ver a desgraça de um filho, nenhum pai quer ver seu filho vivendo situações difíceis e de castigo, quanto mais o nosso Pai eterno.
·                    Por isso, nossos pais são instrumentos de Deus, para que cumpram com o ensino que vêm deste o início dos tempos: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando velho não se desviará dele” (Pv 22.6).
·                    A criança que é educa e ensinada no caminho certo, vai saber melhor como agir. Mas ainda assim será passível de erro. Mas esse fato direciona a pessoa para outro ensino que recebe desde o início da vida: a humildade, o arrependimento e a capacidade de pedir desculpas.
·                    Sempre que agimos mal com alguém, com o amigo, com o colega, com o irmão, ou com o pai e a mãe, aprendemos que é preciso pedir desculpas. De modo muito parecido, Deus nosso Pai, nos ensina a viver em arrependimento e mudar de vida. O arrependimento precisa ser consciente, refletido e verdadeiro.
·                    Também para isso podemos pedir ajuda ao Pai, pois muitas vezes temos dificuldade para reconhecer nossos erros, muitas vezes temos dificuldades para nos arrepender dos erros. Nossos pais com sua experiência podem nos ajudar muito, e nosso Pai do céu gosta de ouvir o pedido de ajuda de seus filhos e atende-los conforme sua bondade. Como fez com Davi, que após receber a ajuda de Deus testemunha: “Eu pedi a ajuda do SENHOR, e ele me respondeu; ele me livrou de todos os meus medos... Eu um pobre sofredor, gritei; O SENHOR ouviu e me livrou das minhas aflições. O Anjo do SENHOR fica envolta daqueles que o temem e os protege do perigo” (Sl 34.4, 6-7).
·                    Como é bom saber que temos pais que cuidam de nós, e oferece sua experiência para nos ajudar a superar as dificuldades da vida. Como é bom saber que temos um Pai no céu que zela por nós, que cuida e protege, e que ainda nos perdoa e salva.
·                    Aqui na terra, nosso pai faz de tudo para que tenhamos o pão diário em nossa mesa, trabalha e se esforça para não deixar nada faltar. Do mesmo modo, Deus nosso Pai do Céu, não quer deixar faltar nosso alimento espiritual, e por isso enviou Jesus Cristo a este mundo, a fim de que nunca mais tivéssemos fome.
·                    Portanto, queridos amigos, com a experiência de vida de nossos pais, com seu ensino e cuidado, bem como, com a proteção do Pai do céu, e seu cuidado amoroso enviando o pão que dá a vida, podemos ter certeza de que passaremos pelas dificuldades desta vida, enfrentaremos as tribulações com coragem e ânimo.
·                    O rei Davi nos dá um desafio: “Procure descobrir, por você mesmo, como o SENHOR Deus é bom. Feliz aquele que encontra segurança nele” (Sl 34.8). Ao passo que o próprio Jesus nos ajuda a descobrir a bondade do Pai do céu, quando diz: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer desse pão, viverá para sempre. E o pão que eu darei para que o mundo tenha vida é a minha carne” (Jo 6.51).
·                    Que assim possamos sempre confiar na providência do Pai do céu e em seu cuidado bondoso, na esperança de um dia viver a seu lado, cantando e louvando seu grandioso nome. E que enquanto estivermos neste mundo, que os pais possam ser fiéis mordomos de Deus, ajudando na educação e ensino dos filhos para uma vida digna neste mundo. E que toda experiência e vivência possam ser postas em prática, na busca pela exercício do que é bom, nunca esquecendo de viver em arrependimento e pedindo socorro ao Pai do céu que sempre está pronto a nos ouvir. Que assim seja. Amém.


domingo, 5 de agosto de 2012

O Que nós Procuramos?


Salmo 145; Êxodo 16.2-15; Efésios 4.1-16; João 6.22-35
O que nós Procuramos?



Algo muito natural é sentir fome, pois logo após algumas horas sem fazer uma alimentação nosso organismo começa a reclamar. Ele está dando indícios de que precisa comer para repor as energias, e assim, poder continuar brincando, estudando ou trabalhando. Questiono a cada um neste momento: 1. O que você faz quando sente fome? É bem provável que algumas pessoas se dirijam a geladeira, outros ao armário, talvez a algum mercado ou lanchonete para comprar algo que possa saciar a fome, mas a grande verdade é que todos irão procurar uma maneira de saciar a fome que está sentindo naquele momento.
Certa vez Jesus se deparou com uma grande multidão faminta, e tudo que tinha eram 5 pães e dois peixinhos. Mas Jesus, de forma maravilhosa, multiplicou aqueles alimentos de maneira que todos puderam se alimentar, e ainda sobraram 12 cestos cheios. Sem dúvida esse milagre de Jesus foi um grande sinal do poder de Deus.
Acontece que as pessoas não notaram a presença atuante do poder de Deus, mas sim uma fartura passageira de pão. Algo muito parecido com o que aconteceu aos antepassados, pois diante das necessidades que enfrentavam no deserto, eles receberam de Deus fartura de Maná (Êx 16.2-15). Deste modo, algumas pessoas achavam que Jesus poderia livrá-los da fome, ou talvez dar-lhes pão sempre que necessitavam. E esse pensamento leva Jesus a dizer: “Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes” (Jo 6.26).
Ora irmãos, assim como aconteceu no deserto, assim como aconteceu com aquelas pessoas que foram à procura de Jesus, assim também hoje, as pessoas buscam por bênçãos materiais, buscam pelo alimento que sacia a fome instantânea, buscam por algo que encha a barriga talvez até empanzinar, mas que logo irá passar e em consequência disso, novamente voltarão a sentir fome.
Por isso a pergunta, afinal, o que procuramos?

Você já se deparou com uma situação em que foi procurar algo na geladeira ou no armário, e após alguns segundos parados em sua frente com a porta aberta se perguntou: afinal, o que estou procurando aqui? Pois então, isso pode acontecer também quando procuramos a Deus. Por isso, a fim de que ninguém mais tivesse dúvidas do que procurar, Jesus deu a resposta: “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede” (João 6.35).
A fim de que todos saibam o que Deus faz por você, e quando tiverem dúvidas sobre o que procuram na Igreja, lembrem o que ouvimos aqui hoje. Lembrem dos textos bíblicos e das promessas de Deus, lembrem que ele sempre está ao lado daqueles que o amam e o temem, como diz o Salmo do Dia: “O SENHOR é fiel em todas as suas palavras e santo em todas as suas obras. O SENHOR sustém os que vacilam e apruma todos os prostrados. Em ti esperam os olhos de todos, e tu, a seu tempo, lhes dás o alimento” (Salmo 145.13b-15).

Régis Duarte Müller

quarta-feira, 11 de julho de 2012

CPT25 - ABORTO

Artigo Marcos Schmidt


Na frente do espelho

Dias atrás foram divulgados os dados religiosos do IBGE coletados em 10% dos questionários. Os números podem não corresponder à realidade, mas de alguma forma revelam que vivemos num país cada vez mais diversificado nas questões de fé, configurando um cardápio bem variado no mercado religioso – igual a um Buffet de restaurante. A Igreja Católica representava 64,6% dos brasileiros em 2010 – 123 milhões de pessoas. As Igrejas Evangélicas, 22,2% – 42,3 milhões de pessoas. Fora do cristianismo, o censo indicou que 3,2 % eram de outras religiões, 2% do espiritismo, e 8% sem religião – entre estes, 615 mil ateus declarados.
Os números dizem que o Brasil é nominalmente 86,8% cristão. Mas, será que tais algarismos correspondem à realidade? Apesar das diferenças entre as diversas igrejas, ser cristão pressupõe acreditar nos ensinos fundamentais da Bíblia: no Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo, na divindade de Jesus, no perdão dos pecados através do sacrifício de Jesus, na ressurreição dos mortos, na vida eterna, no amor a Deus e ao próximo, enfim, naquilo que é a base da fé cristã. Mas, ser cristão é essencialmente viver como tal, já que a fé sem obras é morta, segundo o apóstolo Tiago. E aí começa a ruidosa contradição apontada por não cristãos e ateus. Se somos um país majoritariamente cristão, não deveria existir mais justiça, honestidade, moralidade, amor, misericórdia? Sem dúvida, está faltando conexão, coerência, prática...
Se bem que o cristão, em sua essência natural, é igual a qualquer outro religioso ou não religioso: pecador e cheio de defeitos. Mas, pelo fato de ter “o Espírito de Deus que produz o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade” (Gálatas 5.22,23), então alguma coisa está errada na cristandade brasileira. Quem sabe, antes de olhar pela janela, melhor mesmo é colocar-se na frente do espelho – uma recomendação do próprio Senhor Jesus.

Marcos Schmidt
pastor luterano
fone 8162-1824
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS
12 de julho de 2012

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Fé em Deus - 5° Ap Pentecostes


REFLEXÃOSalmo 30; Lm 3.22-33; 2 Coríntios 8.1-9,13-15; Marcos 5.21-43

Fé em Deus.

 Você tem medo? Já passou por alguma situação que te fez sentir muito medo? Às vezes sentimos medo por algo que criamos em nossa mente. Talvez esse medo possa ser motivado pelo escuro, por um filme que assistimos ou por algo que ouvimos. Mas também sentimos medos motivados por situações da vida, como doenças, violência, enfim. A grande verdade é que todas as pessoas sentem ou já sentiram medo algum dia.
Realmente sentimos medo quando não confiamos em Deus, pois estamos desprotegidos, sem depósito de cuidado. Sempre que sentimos medo, é por motivação de alguma coisa, como vimos há pouco. Viver sem Deus é a maior motivação para o medo, até porque nosso maior medo é a morte. Quem não tem medo da morte? O resultado final para quem está afastado de Deus é a morte – temporal e eterna.
Todos aqueles que de certa forma conseguiram escapar da morte tem relatos, exemplos e testemunhos para transmitir às outras pessoas. Foi isso que fez Davi e também o evangelista Marcos. Davi reconhece que se não fosse a ajuda de Deus ele teria sido derrotado pelos inimigos, e por isso testemunha: “Eu te exaltarei, ó SENHOR, porque tu me livraste e não permitiste que os meus inimigos se regozijassem contra mim” (Sl 30.1). Pois então, irmãos, temos exemplos suficientes para compreender que não vale a pena continuar tendo medo, mas que é preciso depositar a nossa fé, toda nossa confiança em Deus e nEle somente. Sabe por que você pode confiar em Deus? Você pode confiar em Deus porque ele é amor e quer o bem de todos seus filhos. Deus não se agrada com o sofrimento das pessoas. No entanto, Deus permite que passemos por provações, provações da nossa fé, a fim de darmos testemunho e redermos graças mesmo no sofrimento.
Você é uma pessoa que têm fé? Que confia plenamente? Sugiro que façamos uma pequena demonstração de confiança neste momento. Você acreditaria em mim se eu dissesse que se você caísse de costas em meus braços, eu o apanharia e não deixaria que seu corpo batesse no chão? (Se puder faça o teste).
Portanto, com esse exemplo nós notamos que uma coisa é você dizer que acredita, e outra, bem diferente é prová-la.
Muitas vezes, assim como duvidamos que a pessoa realmente vá nos segurar, também acabamos duvidando de Deus, do seu poder e do seu amor. Sempre que surgirem esses pensamentos em nosso coração, medos e dúvidas, lembremos dos feitos grandiosos de Deus,  pois assim como Deus cuidou, amou, abençoou e ajudou muitas pessoas no passado, assim também ele nos ajuda.
A cura da mulher com hemorragia e a ressurreição da filha de Jairo nos atestam o poder de Deus – surpreendente poder. Portanto, querido amigo, se Jesus também é o seu salvador e você acredita nisso, confie nEle: Tenha fé no seu grande poder.

Régis Duarte Müller

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Arrependimento e Perdão


Arrependimento e Perdão
Arrependimento, quem nunca se deparou em sua vida com essa palavra?! Muitas vezes confundimos arrependimento com remorso, porém, são coisas bem diferentes. Remorso é um sentimento que faz a pessoa reconhecer um erro, e até machuca, mas não cria no praticante da iniqüidade o desejo de voltar atrás. Por isso, arrependimento é importantíssimo na vida das pessoas, tanto mais dos cristãos. Arrependimento é saber que errou; sentir dor e aflição, mas principalmente, causa no praticante o desejo de até mesmo sofrer as conseqüências do pecado praticado. É voltar atrás, dar a ‘famosa’ volta de 180°.
O Rei Davi sabe disso e nos deixou muitos exemplos de pecados, de erros, de transgressões, violência, mau uso da sexualidade, etc. No exemplo de Davi percebemos a situação que fica o ser pecador. Uma situação de horror, de aflição, de abandono, solidão, fraqueza, angustia, medo, tristeza, choro. Quem, ao sinceramente se arrepender de seus pecados, não se deparou com tais sentimentos?!
Davi, muitas vezes escreveu Salmos e canções de arrependimento a Deus. Dessa forma buscava a interferência divina. Ele tinha o desejo ardente de receber o perdão, o pecado que Davi havia cometido era muito grande. É verdade, Deus não faz diferenças entre os pecados, mas dentro de nosso ser, algumas coisas pesam muito mais em nossa consciência! Tudo nos faz lembrar tais pecados, é nesse momento que começamos a perceber que na verdade estamos afastados de Deus. Nesse momento percebemos que estamos deixando Deus de lado, então, nos deparamos com a necessidade de confessar os pecados. Confessar a Deus os pecados que mais atormentam o coração, isso não é fácil. É preciso força, coragem.

“Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante  três semanas… Então me disse: Não temas, Daniel, porque, desde o primeiro dia em que aplicaste o coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, foram  ouvidas as tuas palavras; e, por causa das tuas palavras, é que eu vim. Daniel 10. 2, 12

A sorte do pecador está na grandiosidade do amor de Deus. Como costumamos falar em uma frase um tanto quanto batida, mas que possui um valor sem igual: “Deus é amor”. Quem nunca fez uso desta frase? Pois bem, nas palavras de Daniel reconhecemos que o pedido de socorro a Deus se encontra no humilhar-se perante Deus.
Muitas vezes, indiferente da situação, mas especialmente diante dos pecados praticados, notamos que a conseqüência disso é perder as forças, enfraquecer. No entanto, o que não conseguimos compreender é a dimensão do amor de Deus. Tomemos uso do versículo 19 de Daniel 10: “Não temas, homem muito amado! Paz seja contigo! Sê forte, sê forte.”
Por isso, caro amigo. Se você se sente angustiado e deprimido por causa de seus pecados, saiba que Deus ama você. Se você está com a mente conturbada e o corpo doente, peça a Deus por sua vida e serás confortado pela resposta de Deus.
Davi escreveu muitos salmos penitenciais – de arrependimento. São eles: 6; 32; 51; 102; 130; 143. Particularmente gosto muito do Salmo 51, é um salmo de confissão e arrependimento – pedido de perdão. Diante de uma situação muito deprimente Davi se depara com a necessidade de arrepender-se.
Leia o Salmo 51:
Conforme palavras do manual bíblico SBB, o Salmo em si é muito comovente e nos permite penetrar na alma de um homem que amava a Deus, mas havia caído em pecado grave. Ele pôde se enxergar através dos olhos de Deus e ficou com o coração partido. Não inventou desculpas; simplesmente aceitou o julgamento de Deus e admitiu sua culpa. Tudo que podia fazer naquele momento, conhecendo o amor e a misericórdia de Deus, era pedir perdão e ter a chance de um novo começo.
Dessa forma, com nossos pecados confessados e tendo buscado o perdão de Deus esperamos positivamente sua resposta de perdão e a oportunidade de um recomeço.
Que Deus abençoe a vida de cada um de nós e arrependidos, nos conceda a oportunidade de recomeçar.

                Amado e bondoso Deus e Pai, obrigado pelo perdão que diariamente me concedes sem nenhum mérito ou dignidade de minha parte. Peço-te, que concedas forças para que eu possa resistir às tentações e buscá-lo nas aflições. Em nome e por amor de Jesus Cristo, teu Filho e nosso Senhor. Amém.

Régis Duarte Müller

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A Vergonha do Leão de Judá


A VERGONHA DO LEÃO DE JUDÁ - OS PREGADORES PROFISSIONAIS

Está escrito que nos últimos dias por se multiplicar a iniquidade o amor de muitos esfriará (Mateus 24.12).
Antes de tudo temos que entender que a palavra iniquidade que aparece neste texto tem sua raiz em uma palavra grega que quer dizer “quebrar a lei”. Isso nos mostra que o que Jesus estava dizendo na verdade era que por se multiplicar o pedado dos cristãos o amor de muitos irá esfriar.
Estamos justamente vivendo nestes dias. Dias de igrejas lotadas, mas de um evangelho sem profundidade. A grande verdade é que o evangelho da cruz, isto é, o verdadeiro evangelho está cada vez mais escasso. As pessoas hoje estão havidas por igrejas e mensagens que lhes iludam com a utopia de uma vida financeira sem restrições e de um evangelho de facilidades. O que mais ouvimos nos púlpitos são mensagens de autoajuda que massageiam os egos e enchem os bolsos. A grande quantidade de “pregadores profissionais” dos nossos dias ratifica o que eu estou dizendo. Esses“pregadores” cobram somas exorbitantes para pregar o evangelho que receberam de graça. Há muitos dentre eles que só pisam nos púlpitos depois que os valores caem em suas contas.
O mais interessante nesta história toda é que esses “pregadores” revestem-se de uma autoridade que o seu viver diário não os pode dar. Usam a máscara de “homens santos”, gritam, gesticulam, explodem nos púlpitos, mas quando saem da plataforma são na verdade lobos que devoram as pobres ovelhas que correm para lhes pedir autografo. Muitos deles, depois do show dos púlpitos vão para os restaurantes mais finos e caros para gastarem os parcos recursos que as ovelhas depositaram em suas contas, e então os “homens santos” enchem suas vidas santas de bebidas alcoólicas com a premissa de que são escusáveis em face do seu largo conhecimento teológico.
E existem outros desses“pregadores” que depois dos shows pirotécnicos dos púlpitos vão dar shows de outros tipos em motéis.
As mensagens desses “pregadores avivalistas” são revestidas de técnicas para emocionar as plateias e leva-las a histeria, afirmando que essas mensagens são oriundas de uma vida de intimidade com Deus. Quando na verdade não passam de técnicas de manipulação para encherem seus egos já inflados e engordarem suas contas bancárias.
O que mais nos choca é o culto à personalidade que hoje graceja em nossa geração. Esses “homens santos” são reverenciados como grandes vultos e são colocados em pedestais elevados por aqueles que financiam seus ministérios. E qualquer um que têm a coragem de denunciar suas práticas pecaminosas são considerados como críticos, céticos, anti-pentecostais e, sobretudo são amaldiçoados com toda sorte de impropérios que a mente humana pode articular.
Os cristãos crédulos e incautos são levados como ovelhas para o matadouro financeiro dos “pregadores avivalistas” que não estão nem um pouco interessados com os cuambus e as feridas que as machucam. Mas mesmo assim esses “pregadores profissionais” são idolatrados e considerados como infalíveis.
Esses “pregadores avivalistas”sujam o nome dos verdadeiros homens de Deus que lutam dia a dia em suas congregações para apascentar as ovelhas que lhes foram confiadas pelo Supremo Pastor. Muitos deles passando duras provações para sobrevier com as côngruas magras que lhes é reservada, isso quando é permitido algum ganho financeiro, pois muitos deles têm que tirar seu sustento do trabalho secular, ou dependem da misericórdia de terceiros. Quando na verdade o ministério que defendem deveria honra-los com uma duplicada honra e o dignificarem com o sustento diário (1° Timóteo 5.17,18).
O resultado disso tudo é que a igreja está se tornando superficial e licenciosa ao ponto de acreditar em qualquer coisa que é pregada, desde que se revista de uma roupagem“pentecostal”. O evangelho que antes era um brado vigoroso contra o pecado e a favor do Reino de Deus tornou-se um balbuciar patético. E em nome de um pentecostalismo espúrio às Escrituras, os crentes deslumbrados têm sido levados a crer em fábulas e lendas ensinadas de maneira efusiva e com o intuito de manter o rebanho iludido e seguro no aprisco dos lobos.
Isso tudo nos leva a crer que o Leão de Judá está extremamente envergonhado com essa geração, pois é uma geração que presa muito mais a personalidade do que o caráter. É uma geração que prefere a palavra dos “pregadores profissionais” do que os sermões cotidianos dos verdadeiros pregadores da verdade que tem pagado o preço por seus ministérios. É vergonhoso ver que hoje os “homens santos” não podem mais falar como Pedro, que disse: “Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho isso te dou”(Atos 3.6), pois os bolsos estão cheios e o coração vazio da presença Cristo entronizado como Senhor.
Contudo, no texto que citamos no princípio diz que “o amor de muitos esfriará”, mas não o amor de todos. Ainda existe um remanescente fiel que permanece com o coração ardendo pelo Senhor e por Seu Reino. Que sejamos encontrados entre esses fiéis tem o coração ardendo pela obra do Senhor.
Muitos outros escândalos virão ainda em nossa geração, mas que essas mazelas evangélicas não nos contaminem para que não sejamos como aqueles que são manipulados ao bel prazer dos“ministros da injustiça”.
Precisamos ter a mesma coragem que teve Martinho Lutero, que pregou nas portas de sua igreja as 95 teses contra os abusos religiosos de sua época. Que nos levantemos como vozes apologéticas contra o abuso espiritual e financeiro que tem assolado a igreja cristã hodierna e que sejamos profetas como João Batista que pregou a verdade mesmo em face de sua morte.
Fica aqui o meu repúdio aos“pregadores e pastores profissionais” que tem usado o evangelho como meio de ganho pecuniário em detrimento dos verdadeiros homens de Deus que tem sido regelado à classe os desprezados e mal compreendidos. Que despertemos do sono da indolência e procuremos encher nossas lamparinas do azeite santo para que quando o Noivo chegar estejamos vigilantes e preparados. Que saiamos do cárcere imposto por aqueles que deveriam ser os instrumentos para nos libertar.
Por Pastor Ricardo Castro
(O presente artigo pode ser reproduzido em sites, blogs, Orkut, facebook, desde que conste o nome do autor)
Contato:

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Vida Sustentável by Marcos Schmidt


Vida sustentável

      Participei do 2º Fórum ADCE para Sustentabilidade e voltei mais determinado em fazer a minha parte na preservação dos recursos naturais e do meio ambiente. Neste encontro em Porto Alegre, promovido pela Associação de Dirigentes Cristãos de Empresa, sob o tema “educar pelo exemplo e agir”, empresários, economistas, teólogos, políticos, engenheiros, professores e outros, expuseram ideias e experiências sobre formas sustentáveis de vida. Para mim foi um enorme aprendizado nesta matéria que sempre me interessou. Lembro-me que em 1982, ao optar pelo tema “ecologia” para a minha dissertação do bacharelado, desaconselharam-me por ser um assunto “sem interesse” no aspecto teológico. No entanto, quando hoje o termo “sustentabilidade” é definido como a capacidade de integrar as questões sociais, energéticas, econômicas e ambientais, de imediato os cristãos têm a tarefa de lembrar uma quinta questão, a espiritual. Segundo a fé bíblica, a sustentação, a rocha firme, a pedra angular é Cristo, e sem ela a casa cai. 
       Entre tantas palestras interessantes, fiquei impressionado com a abordagem do ex-ministro da Casa Civil, Luis Roberto Ponte. Com voz embargada, disse que “a doutrina social da igreja ajuda a esclarecer a verdade sobre os sofismas que levam a injustiça, e demonstrar através do exemplo de vida que é somente pela prática do bem que se alcança a sociedade sustentável”. Percebi certa decepção dele com a vida pública, homem experiente que é nos seus 78 anos de idade. Penso que a maioria dos que chegam a este tempo de existência terrena, deve se sentir assim, frustrada com os “sofismas”, ou seja, as argumentações falsas com aparência de verdadeiras. É a insustentabilidade da palavra com a verdade o pior desastre ambiental deste planeta que sofre os efeitos do pecado. Mas foi por isto mesmo que “a Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós, cheia de amor e de verdade” (João 1.14).

Marcos Schmidt
pastor luterano
fone 51 8162-1824
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS
6 de junho de 2012

domingo, 3 de junho de 2012

Reflexão da Semana - É Preciso Nascer de Novo


REFLEXÃO
É Preciso Nascer de Novo

 Muitas pessoas contam histórias tristes, mas ao mesmo tempo lindas, de alguma situação da vida que passaram e consideram como se tivesse ‘nascido de novo’. Fazendo uma breve pesquisa no google sobre ‘nascer de novo’ encontramos uma série de histórias de vida impressionantes, como esta que cito: “Nascemos de novo”, relata morador que teve o carro baleado durante tiroteio em Tapes. – Pai e filho passavam em um Palio nas proximidades do banco do Brasil explodido por assaltantes na madrugada desta quinta (05/04/2012). Nascemos de novo, exclamou José enquanto observava as marcas de tiros que atingiram seu veículo (in. http://zerohora.clicrbs.com.br. Além deste caso poderíamos encontrar muitos outros, de pessoas que agradecem a Deus, aos médicos, a pessoas que ajudaram, a familiares, policiais, etc. Pessoas que viram sua vida em risco, mas que foram salvas e ganharam uma nova oportunidade de vida. Pessoas que podem dizer: “Eu nasci de novo”. Realmente é mais comum do que parece, e em cada novo dia é possível encontrar pessoas que afirmam terem nascido novamente. Muitos são os motivos que levam as pessoas a pensarem assim, e todos com alguma razão. Alguém que conheceu de perto o nascer de novo foi Nicodemos. Ele era um dos líderes religiosos da época de Jesus. Um fariseu, um líder religioso muito importante. Era um professor e interpretava para os israelitas o significado das instruções divinas. Certo dia ele resolveu ir visitar a Jesus. Ciente das coisas que Jesus fazia Nicodemos reconhece que ele era alguém enviado por Deus, e afirmava isso com base nos milagres que fazia, ouvia falar ou presenciava. Todas essas coisas levam Nicodemos a fazer uma visita a Jesus, de forma que o assunto da conversa entre eles provavelmente era o Reino de Deus, pois Jesus lhe diz: “... Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (v.3). Deste modo, a nova vida que Jesus apresenta a Nicodemos não é determinada pelo nascimento e morte físicos, mas envolve algo que somente pode ser descrito como um novo nascimento, como um “nascer pelo Espírito”. Assim como Nicodemos tinha dúvidas, e sua razão não o permitia compreender como poderia nascer de novo, assim também somos tentados a duvidar e não acreditar. Assim como Nicodemos não acreditava na Trindade de Deus, assim também muitos questionam a existência de um Deus em três pessoas. Muitos que questionam a Jesus Cristo como Deus, e por isso não acreditam na salvação, não acreditam no perdão dos pecados, não acreditam na vida eterna e no reino de Deus. O plano de Deus para salvar as pessoas que criou passa pela morte e ressurreição de Jesus Cristo e pelo envio do Espírito Santo, que pela Palavra anunciada e pelo Santo Batismo nos leva à fé e nos faz nascer de novo para uma nova vida. Uma vida com Deus. Assim também podemos contar nossa história sobre ‘nascer de novo’.
Régis Duarte Müller

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Domingo de Pentecostes - Aniversário da JELB - Identidade Cristã


Identidade Cristã”.
GoVal 27/05/2012
Régis Duarte Müller
Domingo de Pentecostes – 27/05 a 03/06/2012
Textos Bíblicos: Salmo 139.1-12; Ezequiel 37.1-14; Atos 2.1-21; João 15.26-27, 16.4b-15

Todas as pessoas precisam fazer um documento chamado de “carteira de identidade”. A carteira de identidade possui uma função muito importante. Ela permite mostrar que fazemos parte de uma sociedade, e ainda mais, é necessário apresentar o documento de identidade em muitos lugares.
No caso dos idosos, a carteira de identidade permite que eles usem conduções publicas gratuitamente. Em outros casos, é preciso apresentar o documento para criar uma conta bancária, para fazer um passaporte, ingressar na faculdade etc.
Segundo instruções de segurança, é importante que se faça o documento para crianças a partir de dois anos idade. Por esses e muitos outros motivos percebemos a importância da Identidade. Essas são as funções da identidade enquanto banco de dados, onde cada indivíduo recebe o seu número de Registro Geral.
Pensando apenas no termo, notamos que a palavra é estudada por diversos grupos, como, por exemplo: Sociólogos, antropólogos, pela medicina, direito e filosofia. Todas as formas de ver e entender a identidade são importantes.

O jovem cristão também tem uma identidade. Uma identidade que está diretamente relacionada a Deus. Uma identidade que faz a sociologia entender como um compartilhar de ideias e ideais no local onde realiza sua interação social; Que faz a antropologia entender como referências e influências percebidas por outras pessoas; Que faz o direito afirmar como algo que torna a pessoa única e particular, diferenciando-o dos demais seres.
Ok. Até aqui tudo bem. Mas como o jovem cristão assume esta identidade? Como ele adquire esta forma de viver?
Na verdade nós já nascemos com certo “RG”, no entanto, é um documento ‘estragado’, inválido. Precisamos receber um novo documento, e isto não acontece através de nós, mas é o Espírito Santo quem cria. Digamos que o Espírito Santo de Deus é o Emissor da nossa Identidade Cristã.
Ao lermos o texto de Atos 2.1-21, podemos compreender melhor como acontece a “emissão” do Documento Cristão. Vejamos o Seguinte: “Ao cumprir-se o dia de Pentecostes... veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles” (At 2.1-3). Neste momento, cada pessoa estava recebendo a sua identidade, única, intransferível.
Nós também recebemos esta identidade. Nós a recebemos pelo ouvir da Pregação da Palavra de Deus e através do Batismo. Não é uma ação que parte de nós, mas é o próprio Espírito Santo quem gera, ‘emite’ em nosso coração. Além do mais, nos dá condições para manter nossa fé viva e atuante através das oportunidades de Estudo Bíblico, de culto e pelo participar à Santa Ceia.
Uma vez que recebemos nossa identidade, precisamos cuidar dela. Não é uma tarefa fácil, mas dura e cheia de dificuldades. Esta é a realidade que o jovem cristão enfrenta em seu dia a dia. Diante das muitas alternativas que o mundo oferece, a caminhada do jovem se torna bem mais complicada!
No meio desse caminho, o jovem pode acabar perdendo sua identidade, pode acaba sendo questionado: Quais caminhos você tem tomado? Quais os teus pensamentos, sentimentos? Pode ser repreendido: afinal, quem é você?
Essa é a constatação que se faz para alguém que tem perdido a identidade. Pois quando os caminhos tomados não são os caminhos que Deus orientou, quer dizer, o caminho que tem a Cristo como o Senhor e Salvador, que busca viver em santidade, busca praticar o bem, o amor a Deus e ao semelhante. Consequentemente também, os pensamentos e os sentimentos não estarão em Deus e em suas promessas, mas nas outras coisas, nas coisas que Deus condena, não aprova.
Aqui também podemos fazer uma pergunta para orientar nossa reflexão: Jovens, com o que você se identifica?
Essa pergunta é crucial para o Jovem, pois vai definir a sua identidade. É importante você notar o seguinte: O que define sua identidade não é o documento de papel plastificado, mas sim sua maneira de viver, suas atitudes. Desta forma, se você identifica-se mais com o mundo e aquilo que ele oferece, como os prazeres carnais e passageiros, com certeza você não terá nenhuma identidade com os caminhos de Deus e com uma vida santificada.
Lembremos que o próprio Deus veio ao mundo através de Jesus Cristo, e o mundo o rejeitou. Por isso, Jesus fez a seguinte oração a Deus: “Eu lhes tenho dado a tua Palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou” (Jo 17.14 – Pode-se ler ainda Jo 17.11-19).
Diante dessa constatação e do versículo citado tentemos responder a pergunta que há pouco nos foi feita: “Com o que você se identifica?” Obviamente vai responder: Se eu tenho fé, é claro que vou me identificar com Cristo; vou buscar viver em santidade e procurar amar a Deus e ao próximo.

Com certeza. Esse é o sentimento, o pensamento e a atitude do jovem cristão. Mas é bom compreender também, que não estamos sozinhos nesta árdua empreitada. Sabendo de como é viver neste mundo, Jesus Cristo promete nos enviar o Consolador. Jesus conhece o mundo e as dificuldades de viver aqui, as tentações e os muitos caminhos e alternativas que temos. É necessário que Jesus Cristo vá para junto do Pai, mas ele não vai nos deixar sozinhos, vai nos mandar o Espírito Santo – o Consolador.
A função do Consolador é clara, como vemos nas palavras de Jesus: “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: Do pecado, porque não creem em mim; da justiça, porque vou para o Pai e não me vereis mais; do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado... Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade” (Jo 16.8-11, 13).
Queridos jovens o mundo está aí, nós vivemos nele e não tem como ser diferente. Mas enquanto estivermos neste mundo, assim como Jesus Cristo enviou o Consolador e fez com que emitisse uma carteira de identidade para cada um de nós, assim também, temos a grata oportunidade de sermos aqui no mundo instrumentos de Deus.
 O Espírito Santo vai usar a cada um de nós como pregadores da Palavra de Deus, a fim de que o Consolador possa agir e emitir muitas e muitas identidades cristãs; trazendo muitos e muitos jovens e pessoas para a mesma fé, que você e eu já compartilhamos.
Que grande alegria, que grande benção que grande oportunidade Deus colocou em nossas mãos. Mãos de jovens, vida de jovens que creem em Jesus Cristo e o confessam, e que tem o grato desafio de levar Cristo para todos. Mas saiba que não estamos sozinhos: o Consolador está com cada um de nós, orientado e conduzindo pelo caminho que nos leva a vida eterna. Que assim seja. Amém.