Comunidade Evangélica Luterana "Cristo"

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CULTOS: 1º DOMINGO DO MÊS: ÀS 19H; OS DEMAIS DOMINGOS: ÀS 9H

domingo, 28 de abril de 2013

A Busca pela Felicidade


Tema: A Busca da Felicidade
GoVal 28/04/2013
Régis Duarte Müller
5° Dom de Páscoa – 28/04 a 05/05/2013

Textos Bíblicos: Salmo 148; Atos 11.1-18; Apocalípse 21.1-7; João 16.12-22 ou Jo 13.31-35

Muitos são os temas e assuntos discutidos pelas pessoas em prol da vida do ser humano. Nesse sentido, diante da história e de muitos estudiosos, encontramos um tema muito discutido: a busca pela felicidade.
A busca da felicidade é assunto frequente entre filósofos, na vida comum das pessoas, nos cinemas... É com esse objetivo que as pessoas namoram, estudam, adquirem objetos e bens, vão à Igreja, enfim. No entanto, por mais que tentemos, não conseguimos alcançar uma felicidade completa. Apesar de buscá-la tanto, o máximo que conseguimos são alguns instantes de alegria, os quais podem minimizar sofrimentos e amarguras da vida. Momentos que nos dão ânimo e coragem para seguir em frente – para seguir buscando tal felicidade.
Nesse sentido, a revista Super Interessante trouxe há alguns anos um artigo que tenta compreender o assunto, mas talvez até com certo desânimo, como vemos na citação:

“A busca da felicidade é o combustível que move a humanidade – é ela que nos força a estudar, trabalhar, ter fé, construir casas, realizar coisas, juntar dinheiro, gastar dinheiro, fazer amigos, brigar, casar, separar, ter filhos e depois protegê-los. Ela nos convence de que cada uma dessas conquistas é a coisa mais importante do mundo e nos dá disposição para lutar por elas. Mas tudo isso é ilusão. A cada vitória surge uma nova necessidade. Felicidade é uma cenoura pendurada numa vara de pescar amarrada no nosso corpo. Às vezes, com muito esforço, conseguimos dar uma mordidinha. Mas a cenoura continua lá adiante, apetitosa, nos empurrando para a frente. Felicidade é um truque” (Superinteressante 2005).

E assim o mundo vai buscando à sua própria maneira encontrar a felicidade, mas a ‘cenoura’ continua distante, e o máximo que conseguem são pequenas mordidinhas – pequenos instantes de felicidade, mas nunca a felicidade completa.
Isso acontece porque somos colocados todos os dias diante de situações de tristezas e amarguras. A mídia nos enche de notícias de mortes, assassinatos, atentados, além da descrença sobre a felicidade, como o caso da revista super.
Frente a tudo isso, Deus nunca é lembrado, muito menos chamado. São homens que tentam com suas limitações intervir e resolver os problemas de sofrimentos – o resultado traz cada vez mais angústia e pessimismo nas pessoas. Alguns chegam a dizer: ‘de fato, o mundo está perdido’.
Talvez o artigo tenha razão ao dizer que tudo é ilusão, que a felicidade é um truque para minimizar os sofrimentos e as amarguras desta vida. No entanto, quando ouvimos o que o Pai do céu tem a nos dizer podemos ficar animados novamente. Afinal de contas, apesar de não nos fazer promessas de ‘vida boa’ aqui na terra, ele PROMETE que estará sempre conosco, concedendo forças, coragem, ânimo, esperança, fé... Além disso, ele nos oferece muitos momentos de felicidades, aos quais espera que agradeçamos e louvemos por seus grandes feitos.
Um dos grandes feitos que Deus faz em nossa vida vem pela comunhão entre irmãos e pela prática do amor. Os quais, seguindo o ‘novo mandamento’ (Jo 13.34) sabem amar uns aos outros e oferecem grande felicidade. A participação dos irmãos se torna notória muito especialmente quando alguns estão vivendo sofrimentos e amarguras – pois Deus, em seu amor, motiva que cristãos se coloquem diante do próximo para apoiar e incentivar... Para simplesmente ouvir, para aprender, para crescer, para ser feliz.
Ainda que a felicidade pareça distante, a grande esperança de todo cristão está na PROMESSA de Deus de que “ELE próprio (Deus) Enxugará dos olhos toda a lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap 21.4).
Sem dúvida muitos são os sofrimentos e aflições que passamos aqui na terra, o maior deles, a morte. A morte é o último inimigo dos cristãos que será destruida, e por isso, diz o Apóstolo Paulo: “E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1Co 15.54-55).
De todas as coisas que causam tristezas nas pessoas, a morte e suas consequências são as maiores causas de infelicidade, dor e pranto. No entanto, Cristo, por sua própria morte vicária e sua ressurreição gloriosa, aboliu a morte e seus horrores e “trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho” (2Tm 1.10), de modo que, livrou “a todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida” (Hb 2.15).
Queridos irmãos em Jesus Cristo, a vida poderá nos reservar muitas situações de infelicidade, de tristezas e amarguras. No entanto, teremos amigos e irmãos na fé que, por amor, farão a ‘cenoura’ se aproximar de nós, nos consolarão, e nos trarão momentos de imensa felicidade. De modo que, todos que passarem pela grande tribulação serão vencederos e se encontrarão diante de Deus.
Sim, todos seremos vencedores. Como se estivéssemos em uma grande competição, a qual queremos vencer. Nosso objetivo é encontrar a felicidade – A Vida Eterna. Por isso, ouvimos atentos os conselhos do Apóstolo Paulo: “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas só um leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível” (1Co 9.24-25).
Sendo assim, nossa busca pela felicidade se encontra na coroa incorruptível – ou seja, na Vida Eterna, a qual, na verdade, já foi conquistada por Jesus Cristo. Nossa corrida, portanto, é para permanecer firmes e fiéis a Jesus Cristo, a fim de herdarmos o Novo Céu e a Nova Terra. Lá, Deus mesmo estará conosco. Ele será nosso Deus e enxugará de nossos olhos toda lágrima, e não teremos medo da morte, pois ele não existirá. Nunca mais haverá luto, pranto ou dor... e todos que tiverem sede receberão da fonte da água da vida.
Sem dúvida, grandes coisas o SENHOR tem feito, e muitas ainda fará (Sl 126.3). Agradecidos e motivados por Deus, amemos nosso próximo. Amemos a nosso Deus, e sigamos firmes na esperança de alcançarmos a felicidade e a vida que nunca termina. Em nome de Jesus. Amém.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Onde está a Igreja?


Onde está a igreja?

Lutero entendeu que "a cristandade verdadeira e essencial consiste no Espírito, e não em alguma coisa exterior, seja lá como for chamada". Um entendimento bíblico a partir de Efésios: "Há um só corpo, e um só Espírito, e uma só esperança, para a qual Deus chamou vocês". Com isto, o termo "igreja" carrega uma compreensão diferente daquela nas fachadas dos templos e nas identificações
religiosas. Ele tinha em mente duas igrejas: a interior - a autêntica; e a exterior - a organização eclesiástica, sujeita a erros porque é comandada por pessoas.
São colocações polêmicas, assim como a atual declaração do papa Francisco, ao afirmar que somente a Igreja Católica é capaz de interpretar a Bíblia. "A interpretação das Escrituras não pode ser apenas um esforço intelectual individual, mas deve ser sempre confrontada, inserida e autenticada pela tradição viva da Igreja", argumentou o papa, ao lembrar os diversos Concílios como referência de fé ao lado da Bíblia. E agora, quem está certo? Logicamente cada qual "igreja" defenderá a sua posição num panorama complexo e repleto de embates doutrinários e de relevâncias históricas, deixando um enorme desafio ao diálogo e à unidade cristã num planeta ainda mais dividido - o que não deixa de ser um obstáculo para a missão dos cristãos e ao mesmo tempo um exercício de amor e humildade na oração de Jesus: "Peço que todos sejam um".
Lutero acreditava que a igreja está onde estão a Palavra de Deus, o Batismo, a Santa Ceia e a confissão e absolvição de pecados: "Onde essas coisas são praticadas, aí está a Igreja autêntica". E confessou: "Creio que por minha própria razão ou força não posso crer em Jesus Cristo, meu Senhor, nem vir a ele. Mas o Espírito Santo me chamou pelo Evangelho, iluminou com seus dons, santificou e conservou na fé verdadeira. Assim também chama, congrega, ilumina e santifica toda a cristandade na terra, e em Jesus Cristo a conserva na verdadeira e única fé".


Marcos Schmidt
pastor luterano
fone 8162-1824
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS
25 de abril de 2013

domingo, 21 de abril de 2013


Tema: Lavados pelo Sangue do Cordeiro.
GoVal 21/04/2013
Régis Duarte Müller
4° Dom de Páscoa – 21/04 a 28/04/2013

Textos Bíblicos: Salmo 23; Atos 20.17-35; Apocalípse 7.9-17; João 10.22-33

Uma coisa necessária na vida das pessoas é ‘lavar roupas’. Ninguém gosta de andar com as roupas sujas, e por isso, após um dia cheio de trabalho, colocamo-las para lavar. Seja
a pessoa que trabalha no escritório, ou aquele que trabalha na rua, todos precisam lavar as roupas porque sujam com poeira, suor e muitas outras coisas. Na verdade, ficamos desconfortáveis, não nos sentimos bem ao vestir uma roupa suja.
Algo semelhante acontece conosco. Após um longo dia de atividades, acabamos cometendo muitas falhas, erros e pecados que ‘sujam’ nosso coração. Ao fim do dia vêm à nossa mente as palavras indelicadas que falamos para alguém, as agressões, as trapaças, a negação a Deus, os pensamentos inconvenientes e a imoralidade ética, social e sexual... Tudo isso deixa-nos imundos, e precisamos ser limpos.
Do mesmo modo como as pessoas se sentem mal com as roupas sujas, os cristãos também se sentem mal com o coração sujo, por isso, também precisamos ‘lavá-lo’. Contudo, não usamos nenhum tipo de alvejante, cloro ou sabão, mas lavamos nosso coração com o sangue do Cordeiro, de modo que ficamos limpos.
Na leitura da epístola, encontramos a visão de João da Igreja Celestial. Ao dialogar com o ancião, João é questionado: “Quem são estes de vestes brancas, e de onde vieram?” (v13).
Aquela multidão (Ap 7.4 – 144 Mil) que João viu  é fruto da Palavra da salvação, na qual
creram. Todos eram pecadores, mas confiaram na mensagem de Salvação, e agora, os mesmos pecadores foram vestidos de talares brancos.
Essa multidão é proveniente da grande tribulação, a qual entendemos pela soma de todas as tribulações pelas quais os fiéis tem de passar antes de entrar no gozo da grande e eterna glória no Céu, como nos lembra At 14.22 “através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus”.
A mensagem de Deus é de esperança e de salvação. Mas antes disso muitas coisas acontecerão com os cristãos, as quais são descritas por “muitas tribulações”.
Quais são as suas tribulações? Que tipo de aflições você tem enfrentado? Como você tem lidado com estas angústias?
O texto de Apocalipse deixa entre linhas alguns motivos de tribulações, como vemos: as perseguições enfrentadas pelo povo de Israel; talvez as tribulações que viriam pouco antes do retorno de Cristo; Talvez a destruição de Jerusalém, conforme Mateus 24.21... Mas, de modo geral, todos enfrentarão tribulações.
Como fonte das tribulações, podemos encontrar três culpados: Nossa própria natureza; O mundo em que vivemos; e o diabo. Enfrentamos tribulações causadas por nossa própria natureza corrupta e maldosa, pensamentos e atos que causam consequências desastrosas; O mundo tenta nos convencer de que o errado é certo, tudo é relativo, o importante é viver o momento; e o diabo, nosso maior inimigo, não deixa de preparar armadilhas e tentações para nos induzir ao erro.
Deixar-se seduzir pelas tentações é correr o risco de enfrentar uma tribulação muito pior que as dificuldades deste mundo, deixar-se seduzir é correr o risco de sofrer a tribulação do inferno eternamente.
É notável que a vida é repleta de problemas a serem resolvidos, de dificuldades a serem enfrentadas, além das tentações e provações que precisamos encarar. Isso tudo acontece por que não temos a promessa de vida tranquila aqui na terra. Contudo, atravessando a grande perseguição, todos que permanecerem fiéis alcançarão a vida eterna de completa tranquilidade no céu (14-17).
Diante das tribulações e angústias que iremos enfrentar será necessário perseverança e fé, a fim de serem “bem aventurados aqueles que sofrem por causa da justiça” (1Pe 3.14), concretizando-se, assim, as palavras do Apóstolo Pedro.
Esta bem aventurança que Pedro fala está disponível para todas as pessoas, para todos que enfrentarem e vencerem as tribulações deste mundo, na verdade, para todos que forem lavados de seus pecados pelo sangue do Cordeiro.
Queridos irmãos, gostaria de lhes dar uma ótima notícia: Na verdade, essa lavagem purificadora já começou em nossa vida em ocasião do Batismo, a saber, “o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt 3.5).
Deste modo, assim como lavamos nossas roupas, precisamos diariamente renovar nosso voto batismal, de forma que cada dia aqui na terra seja um dia para “lavar nossa roupa”. Que cada dia possamos “lavar nossa roupa” com o sangue do Cordeiro “razão por que (muitos) se acham diante do trono de Deus” (v.15).
A promessa de Deus é maravilhosa, pois os cristãos e todos que forem lavados e alvejados se encontrarão vestindo talares brancos no Céu e na presença de Deus, e “Jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o sol, nem ardor algum, pois o Cordeiro que se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes de água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda a lágrima” (v.16-17).
Que assim, possamos ser lavados pelo sangue do Cordeiro e viver na esperança de um dia morrer no Senhor e viver para sempre ao lado do Bom Pastor Jesus, sendo guiado a pastos verdes, águas de descanso, veredas de justiça e habitando eternamente com o Senhor. Que assim seja! Amém.


Fonte:
Bíblia Sagrada com Reflexões de lutero;
Manual Bíblico SBB;
Bíblia de Recursos para o Ministério com Crianças - Apec;
Apocalipse Tempo de Conhecer os mistérios de Deus e suplicar: Vem, Senhor Jesus! Johannes H. Rottmann

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Pedras, Perdão e Direção


Pedras, Perdão e Direção

Fiquei imaginando o que faria Jesus se um grupo de fundamentalistas violentos trouxesse um homossexual para ser apedrejado devido ao seu pecado.
Eu acredito que ele faria o mesmo que fez com a mulher adúltera, conforme João capítulo 8. Primeiramente desafiaria que alguém que não tivesse pecado atirasse a primeira
pedra. Se houvesse sinceridade, cada um teria de abrir mão do seu objetivo violento –pois o pecado e a imoralidade habitam em cada um dos seres viventes desse mundo.
Jesus seria o único digno e capaz de jogar a primeira pedra, pois nele não existe pecado algum! Mas ele preferiu acolher e perdoar! E hoje continua com essa misteriosa e misericordiosa preferência. Por isso, sei que ele faria a mesma coisa diante de um homossexual arrependido.
Mas será que isso significaria que Jesus estaria entre os que defendem o adultério ou o homossexualismo? Não! Certamente não! É preciso lembrar que Jesus se despediu daquela mulher
dizendo: “Vá, e não peques mais” (Jo 8.11b). Assim também sabemos que , de acordo com as Escrituras, a ação homossexual é pecado (Rm 1.24-27). Por isso confesso que fico preocupado quando vejo que a mídia dominante ergueu a bandeira da luta pró-homossexualismo. Mas preocupa-me muito mais em ver os cristãos hipócritas, que criticam o que o mundo faz e o que a mídia diz, no entanto traem seus cônjuges, vivendo casamentos de fachada, ou vivendo a vida solteira de maneira libertina. Por que querem tirar o cisco do olho do outro se tem diante de si uma enorme trave de imoralidades?
A imoralidade sexual é evidente diante do relato contínuo de estupros, pedofilias, traições, divórcios. Precisamos de perdão e de direcionamento, para não nos perdermos e nos destruirmos a nós mesmos. A imoralidade sexual tende a destruir sociedades, pois destrói a base social, que é a família.
Deus nos concedeu o dom da sexualidade para vivermos alegres num casamento cheio de felicidade e amor, mas literalmente ele nos convida a fugir da imoralidade, pois mediante a fé, somos parte do corpo de Cristo. Está escrito em 1 Co 6.18 “Fujam da imoralidade sexual! Qualquer outro pecado que alguém comete não afeta o corpo, mas a pessoa que comete imoralidade sexual peca contra o seu próprio corpo.”
Que a força para essa fuga, e a capacidade para fidelidade, venha do perdão e direção que Jesus está sempre pronto a conceder.

Pastor Ismar Pinz
Comunidade Luterana Cristo Redentor
Três Vendas, Pelotas, RS

sexta-feira, 29 de março de 2013

Está Tudo Acabado?


 Mensagem Sexta-Feira Santa – Jo 19.17-30
Régis Duarte Müller
Está tudo acabado?

Desde quando Jesus nasceu ele foi procurado e perseguido.
Jesus era visto como uma ameaça para os governantes daquela época. Como Heródes, o qual não queria perder seu posto de rei, por isso manda matar todos os meninos de até 02 anos (Mt 2.16-18), tudo isso porque queria acabar com a vida de Jesus.
Quando iniciou sua vida ministerial, Jesus também foi perseguido. Perseguido e criticado por suas atitudes que para alguns ‘privilegiava’ aqueles que se encontravam à margem da sociedade: mulheres, crianças (Mt 19.14), leprosos (Mt 8), ladrões, cobradores de impostos (Mt 9.9), adúlteros, pecadores (Mt 9.10) etc. Jesus ajudou muitas pessoas curando suas chagas, tanto carnais quanto espirituais. Jesus exortava para que elas se arrependessem. Jesus queria salvá-los, por isso ensinava para que mudassem as atitudes e abandonassem a vida de pecados.
Apesar de pregar e ensinar o respeito, o amor ao próximo, o arrependimento e perdão, Jesus
continuou sendo perseguido, até que um de seus próprios discípulos resolvesse entrega-lo em troca de algumas moedas de prata. Traído por um de seus próprios seguidores, um dos escolhidos, um dos discípulos.
Após ser preso, foram horas de imenso sofrimento e amargura. Abandonado por Deus, ainda era necessário levar consigo os pecados do mundo inteiro. O próprio Jesus carregou sua cruz, ele foi crucificado em meio a ladrões, e recebendo no topo de sua cruz a seguinte inscrição: “Jesus Nazareno, O Rei dos Judeus”. Jesus foi perseguido, maltratado e castigado.
Você recorda a última vez que recebeu um castigo? Você fez alguma coisa errada? Mereceu ter sido castigado? Às vezes os pais castigam seus filhos por terem feito algo errado, ou por terem deixado de fazer alguma obrigação. Os adultos também recebem castigos, alguns em forma de multa, outros na prisão. Mas se fazemos algo errado assumimos a possibilidade de ser castigado, seja criança, seja adulto!
Mas o que Jesus fez para ser castigado? Amou? Cuidou? Abençoou? Perdoou? Curou? Esses são motivos para condenação? Claro que não! Jesus não fez nada para merecer o castigo, mas embora fosse inocente, Jesus foi severamente castigado.
A condenação, o sofrimento e todo castigo, Jesus recebeu voluntariamente. O inocente pelos pecadores. Sim o sofrimento que Jesus passou foi por você, foi por mim, foi em nosso lugar.
Jesus fez tudo isso por causa do seu amor pela humanidade. Quando a bíblia diz: “Deus amou o mundo tanto” (Jo 3.16), ela se refere a todas as pessoas do mundo. O sofrimento e a forma cruel como Jesus foi tratado fazia parte de um plano divino que Jesus aceitou por causa do amor que sente por você.
Um grande número de pessoas zombava de Jesus enquanto seu sangue escorria, escorria de suas mãos e de seus pés que foram atravessados por pregos... Mesmo nesta situação Jesus dizia: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem” (Lc 23.34). Por causa disso, a Bíblia nos diz que temos a remissão, a remissão de pecados (Cl 1.14), ou seja, mediante o sangue de Jesus. Por isso você pode confiar em Jesus para salvá-lo do castigo do pecado.
Mas, após tanta perseguição... Jesus finalmente foi preso, condenado e crucificado. Depois de muito sofrimento, e que tudo estava acontecendo conforme as profecias. A fim de cumprir totalmente com as Escrituras, disse: “Tenho sede!” (Jo 19.28). Os soldados encheram uma esponja com vinagre e deram a Jesus. Após beber aquilo, Jesus disse: “Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito” (Jo 19.30). Jesus está morto... O Cordeiro inocente, morto na cruz, no lugar do pecador.
Jesus sempre foi perseguido, desde quando nasceu... Até ser preso. Agora, Jesus está morto. E a Salvação? E a promessa de vitória? Está tudo acabado? É o fim da esperança das pessoas e da humanidade?

Exemplo que vem do Rei


Exemplo que vem do Rei.
GoVal 24/03/2013
Régis Duarte Müller
Domingo de Ramos – 24/03 a 31/03/2013

Textos Bíblicos: Salmo 118.19-29; Deuteronômio 32.36-39; Filipenses 2.5-11; Lucas 19.28-40
Muito se fala a respeito de exemplos a seguir, basta uma breve pesquisa no Google para encontrarmos vários resultados sobre este assunto.
Acontece que no mundo em que vivemos, abalado por uma política corrupta, guerras de poder e interesses vindos de todas as partes e pessoas; famílias desestruturadas por causa do alcoolismo e outras drogas... Diante de tudo isso, poucos são os bons exemplos a seguir. Olhando e avaliando todas essas coisas, logo perdemos a esperança de encontrar algum exemplo! Mas por mais escassos que possam parecer, eles existem.
Em determinadas ocasiões, as pessoas são questionadas: Em quem você se inspira em sua profissão, ou na área que pretende se profissionalizar? Nesse sentido, é comum ouvirmos jogares de futebol dizendo que se espelham em Ronaldo, Zico, Messi e por aí vai. É comum músicos falarem que se espelham em Roberto Carlos, Djavan, Johann Sebastian Bach ou Ludwig Van Beethoven. Em geral, gostamos de ter uma referência. Por isso, procuramos modelos para a área que desejamos atuar e para a vida. Grandes profissionais que alcançaram sucesso são nossos alvos, bem como, pessoas que deram grandes exemplos de vida.
Quando analisamos os modelos, aqueles que servem de exemplo, damos destaque para quem viveu de forma simples e humilde, que foi sincero e prezava pela
vida, pelo respeito, pela arte.
Contudo, por mais perfeitos que pareçam ter sido, sempre vamos encontrar alguma acusação, algum desvio, algum problema na vida deles, afinal de contas, todos esses que nos servem de exemplo, são pessoas, são humanos e passíveis de erro.
Ao abrirmos a Bíblia, a Sagrada Escritura, encontramos vários exemplos de fé: Davi, Pedro, Paulo etc. Mas também encontramos problemas e desvios na vida destes. O único perfeito é Jesus Cristo, o Filho de Deus. O qual é Rei do mundo inteiro, mas não foi coroado com joias, não usou carros de luxo, nem agia de acordo com seus interesses. Jesus Cristo é exemplo de amor, humildade e serviço. Como Rei, entrou triunfalmente em Jerusalém, no entanto, montado em um jumentinho. Em seu governo, ele não se aproveitou para desviar, roubar ou fazer coisas de interesse próprio, mas, foi humilde e obediente, serviu a Deus e ao mundo inteiro em um ato de amor.
Sem dúvida todos temos bons e maus exemplos, os quais, encontramos na vida ou em livros. Mas quais vocês querem seguir? Quais vocês tomam para si? Quando Paulo escreve à Igreja de Filipenses, ele aconselha a todos da seguinte forma: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp 2.5). A Nova Tradução diz: “Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar que Cristo Jesus tinha”.
Que sentimento é esse? Que modo de pensar é esse? Jesus é Deus, mas abriu mão de tudo que era seu e tornou-se servo, tornando-se igual aos seres humanos. O sentimento e o modo de pensar de Jesus são em prol das pessoas: Jesus ama e serve a toda humanidade. Esse é o serviço do humilde Rei.
Quem é capaz de seguir tal exemplo? Quem pode fazer o que Jesus fez? Sentir o que Jesus sentiu? Pensar o que Jesus pensou?
Com certeza é muito bom termos o sentimento e o pensamento que Jesus teve, mas ao analisar nossa vida, nossos sentimentos, pensamentos e atitudes, nos damos por conta da existência de uma natureza pecadora. Notamos como somos falhos e não seguimos o modelo Jesus Cristo.
Jesus nos ensina a ser humilde e servir ao nosso próximo. Ninguém na face da terra foi tão humilde como Jesus, o qual tinha poder, poder de Deus, mas preferiu abster-se dele para se tornar o salvador dos seres humanos. Agora, o pecado que vive em nós, frequentemente coloca vendas em nossos olhos, e por isso acabamos deixando de seguir a Jesus Cristo. Nossa conduta é vergonhosa. Estamos sempre buscando aparecer. Queremos ser nosso próprio senhor e o deus dos outros, e sempre recusamos o serviço. Infelizmente, nós somos assim!
Quer dizer, ao invés de buscarmos seguir o exemplo de serviço e humildade do Rei Jesus, nós queremos viver como os reis do pedaço, fazendo todas as coisas que contemplem nossos anseios e interesses, os desejos da carne. Isso demonstra nosso pensamento egoísta e mesquinho, muito parecido com o exemplo dos políticos que tanto criticamos! Além do mais, quando o assunto é Deus, ou seja: Orar, fazer devoção, estudar a bíblia, participar das atividades da Igreja, contribuir com o crescimento da mesma, oferecer os dons para o trabalho do reino de Deus, então encontramos um tanto de compromissos na frente e não fazemos nada. Você lembra o
ultimo compromisso que deixou de cumprir?
Sem dúvida Jesus Cristo é o maior exemplo de amor, cidadania, paz e serviço que tivemos na face da terra. Ele não recebeu nenhum prêmio Nobel, mas cumpriu com seu objetivo.
Esta é a missão de Jesus, uma Missão de paz. Como Rei, Humilde, as pessoas iam à sua frente colocando folhas e ramos para Jesus passar. Sem dúvida, Jesus Cristo é o Rei, é o Messias prometido, como já dizia o profeta Zacarias 9.9 “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em um jumento, num jumentinho, cria de jumenta” (Zc 9.9).
Mesmo sendo o Rei dos reis, a forma como Jesus entrou na cidade destaca sua humildade e sua missão de paz.
O amor de Jesus tornou-o o mais importante, a quem todos, de joelhos, se prostram para adorá-lo. Nós também o adoramos, e ainda, o tomamos como exemplo. Jesus é exemplo de amor, paz e serviço. Ser seguidor de Jesus é comprometer-se em amar seu próximo como a si mesmo, e a Deus acima de todas as coisas. Seguir o Rei Jesus é dar testemunho onde estiver. Seguir o Rei Jesus é saber que terá um lugar preparado no céu.
Portanto, adornemos o templo com ramos, deixemos o Rei Jesus entrar nesta casa, deixemos o Rei Jesus Reinar em nosso coração. Deixemos o exemplo de Jesus contaminar nossa vida, sigamos o exemplo humilde do Rei. Pois Ele vem, humilde, montado em um Jumentinho. Alegrem-se, pois Jesus é o nosso Salvador. Amém.

terça-feira, 19 de março de 2013

Acumuladores de Coisas


Acumuladores de coisas

Com o tempo acumulamos tanta coisa sem utilidade, que não sabemos onde guardar. Nem é preciso sofrer de compulsão obsessiva, basta sofrer os efeitos da propaganda consumista para ser acumulador. São roupas mofando no armário, bugigangas emboloradas nas gavetas, tralhas enferrujadas na garagem, quinquilharias repletas de ácaros nas caixas de papelão, uma infinidade de "riquezas" pessoais. As pirâmides egípcias já mostraram que deste mundo nada se leva. Por outro lado, tem muita coisa de valor jogada fora. Por exemplo, 40% do lixo na nossa cozinha é comida. Sem nenhum exagero, enquanto no lixo têm preciosidades, os armários estão abarrotados com inutilidades.
Tal estupidez acontece também em âmbito espiritual. Um contracenso identificado por Jesus ao acusar a igreja de seu tempo: “A pedra que os construtores rejeitaram veio a ser a mais importante de todas” (Lucas 20.17). Descartaram o fundamento da igreja, o próprio Cristo. Já o fariseu Saulo fez o contrário: “Eu joguei tudo fora como se fosse lixo, a fim de ganhar a Cristo” (Filipenses 3.8). O que ele rejeitou? Foi um baú pesado de boas obras meritórias, de conduta moral, tudo avalizado por um status religioso. Depois que virou Paulo, ele mesmo confessa que foi fanático, obsecado compulsivamente em agradar a Deus com as coisas que fazia e guardava. Após descobrir que nada disto poderia livrá-lo do lixão espiritual em que vivia, admitiu: “Considero tudo como uma completa perda, comparado com aquilo que tem muito mais valor, isto é, conhecer completamente Cristo Jesus, o meu Senhor".
Sem dúvida, tudo seria menos complicado se vivêssemos com o suficiente, sem o peso das coisas. Até porque, junto com as preocupações em adquirir e guardar, a vida vira um depósito de entulhos. Se isto é a pura verdade no aspecto físico, quanto mais no espiritual? Por isto o Salvador insiste: "Venham a mim todos os que estão cansados e sobrecarregados e eu os aliviarei".


Marcos Schmidt
pastor luterano
fone 8162-1824
Igreja Evangélica Luterana do Brasil
Comunidade São Paulo, Novo Hamburgo, RS
21 de março de 2013

sábado, 9 de março de 2013

Vidas Restauradas.


Vidas Restauradas.
GoVal 10/03/2013
Régis Duarte Müller
4° Dom na Quaresma – 10/03 a 17/03/2013

Textos Bíblicos: Salmo 32; Isaías 12.1-6; 2 Coríntios 5.16-21; Lucas 15.1-3,11-32
Esboço: Vidas Restauradas!

Existe um trabalho que é muito delicado. Para trabalhar nesta área você precisa ter muita responsabilidade, habilidade e competência. Normalmente são peças muito antigas e raras, que acumulam um grande valor sentimental. Este trabalho pertence ao restaurador.
O restaurador tem como objetivo principal restaurar obras de arte, fotos, documentos históricos, construções, quadros etc. Diante de tamanha responsabilidade, o valor do seu serviço acaba sendo, em grande parte, bem salgado. O valor da restauração de um objeto antigo é bem alto: custa caro. Porém o resultado sempre é satisfatório: um objeto novo.
Acontece que nem sempre precisamos do trabalho do restaurador, além do mais, muitas pessoas preferem jogar fora aquele objeto antigo e comprar um novo.
Mas, assim como existe o restaurador de objetos e pertences antigos, também existem pessoas que fazem restaurações no corpo do ser humano: cirurgiões dentistas, cirurgiões plásticos etc. os quais tentam fazer com as pessoas fiquem com uma imagem mais ‘bonita’.
Mas a grande verdade, é que indiferente do que as pessoas façam por fora, na ‘carcaça’ exterior, elas não conseguem mudar o que está por dentro – no coração!
Pessoas amargas, envenenadas por pensamentos e desejos impuros não podem ser restauradas por nenhum tipo de restaurador ou cirurgião. São pessoas que praticam atos absurdos, servem ao dinheiro, aos desejos carnais, não amam ao próximo e muito menos a Deus.
São pessoas que agem como o filho pródigo, que abandona a casa do pai em busca de coisas novas, prazeres do mundo, desperdiçando tudo que havia sido conquistado pelo seu pai. A partir de então, começou a sofrer as consequências de seus atos: passou fome, necessidades, foi humilhado etc..
Assim como o filho pródigo, também somos imaturos e agimos de forma errada, e por isso, sofremos as consequências de nossos atos. Muitos se julgam pessoas boas, que não fazem o mal a ninguém e por isso estão garantidos diante de Deus. No entanto, não é bem assim. A Palavra de Deus nos adverte: “Todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23).
Como podemos ver, todas as pessoas precisam se arrepender, pois todos são pecadores. Portanto, ainda não é o fim. O pecado é uma realidade triste de todo ser humano, mas Deus em toda sua glória deseja que as pessoas o busquem em arrependimento, para mudança de vida.
A mudança de atitude nos leva a um “restaurador” muito especial. Este restaurador não faz apenas trabalhos em objetos antigos, nem restaura estética e exteriormente o rosto ou corpo envelhecido, mas restaura e torna novo o coração sujo e pecador.
Jesus Cristo cria em nós um coração puro, renovando um espirito inabalável. No entanto, enquanto não confessamos os pecados, ficamos ansiosos, cansados, aflitos e com medo.
Davi nos conta a respeito: “Enquanto não confessei o meu pecado, eu me cansava, chorando o dia inteiro. De dia e de noite, tu me castigaste, ó Deus, e as minhas forças se acabaram como o sereno que seca no calor do versão. Então eu te confessei o meu pecado e não escondi a minha maldade. Resolvi confessar tudo a ti, e tu perdoaste todos os meus pecados” (Sl 32.3-5).
As palavras de Davi são muito consoladoras. Elas nos mostram que também podemos ser perdoados, ou melhor, também podemos ter nossa vida restaurada por Cristo.
Exatamente, “quem está unido com Cristo é uma nova pessoa; acabou-se o que era velho e já chegou o que é novo” (2 Co 5.17). Ou seja, o mesmo que aconteceu com o filho pródigo acontece com cada pecador. Deus nos recebe em todo seu amor e graça, nos renova, nos coloca em sua casa e nos chama de filhos.
A verdade é que o Pai nunca rejeita um filho arrependido, como vemos: “Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho” – Porém, o pai respondeu: “Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado” (Lc 15.21-24).
Assim como a vida deste jovem foi restaurada, nossas vidas também podem ser. O “restaurador” Jesus quer nos transformar de inimigos em amigos de Deus, e Deus nos deu a tarefa de fazer com que todos saibam disso, com a seguinte mensagem: “Deus não leva em conta os pecados dos seres humanos e, por meio de Cristo, ele está fazendo com que eles sejam seus amigos” (2 Co 5.19).
Deste modo, através de Cristo e de sua mensagem “Vidas são Restauradas”. Você quer ter sua vida restaurada? Então confesse seus pecados a Cristo. Pois Davi afirma: “Feliz aquele cujas maldades Deus perdoa e cujos pecados Deus perdoa! Feliz aquele  que o SENHOR Deus não acusa de fazer coisas más e que não age com falsidade!” (Sl 32.1-2). Que assim vivamos novidade de vida, deixando Jesus sempre restaurar nosso coração. Por Jesus Cristo. Amém. 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Guiados pela Cruz de Cristo


Guiados pela Cruz de Cristo.
GoVal 10/02/2013
Régis Duarte Müller
2° Dom na Quaresma – 24/02 a 03/03/2013

Textos Bíblicos: Salmo 4; Jeremias 26.8-15; Filipenses 3.17-4.1; Lucas 13.31-35

                Durante toda nossa vida somos guiados por alguém ou alguma coisa. Guia pode ser: Uma pessoa que guia, conduz ou dirige ao destino desejado; um instrumento usado para guiar o cavalo para o destino desejado, enfim, um instrumento que contribui com as pessoas, com o objetivo de alcançar o destino almejado.
            Hoje em dia, um guia muito usado pelas pessoas vem de um pequeno eletrônico conhecido como GPS ou multimídias, o qual contém um guia eletrônico, e tem como objetivo levar as pessoas ao destino, mesmo que o condutor do veículo não conheça o caminho..
            É bem verdade que eles nem sempre são precisos, e em certos lugares o aparelho pode perder o sinal nos lugares que você mais precisará dele. Ficar sem sinal causa a indecisão, a dúvida e o medo.
            Quem já teve a experiência de perder o sinal do GPS em algum lugar difícil sabe do que estou falando. Assim, também, a Igreja é como um GPS, a qual possui o mapa da Palavra de Deus. Com a diferença do eletrônico, a Bíblia nunca perde o sinal, e sua Palavra é viva e eficaz, em qualquer lugar que esteja. Acontece que nem todos estão dispostos a ouvir e praticar sua instrução.
            O profeta Jeremias sentiu isso na péle, quando pregou na própria casa do SENHOR e foi repudiado e ameaçado de morte – a própria casa de Deus não estava interessada em ouvir o que o SENHOR tinha para dizer. Ameaçado de morte pelos seus, somente a proteção Divina manteve Jeremias livre da morte (Introdução ao Antigo Testamento, p.357)!
            Falsos profetas, presentes dentro da Igreja da época, colocavam em xéque a Palavra de Deus. Pois enquanto Jeremias fazia a vontade de Deus e pregava julgamento a um povo impenitente, os falsos profetas contradiziam sua mensagem de julgamento pregando paz e segurança.
            Mas mesmo diante de ataques, incredulidades e falsas profecias, Jeremias persistia na Pregação guiada por Deus.
Assim como Jeremias, o próprio Jesus foi ameaçado de morte, também dentre os seus, na cidade de Jerusalém. Diante disso, Jesus diz:  “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir teus filhos como a galinha ajunta os do seu próprio ninho debaixo das asas, e vós não o quisestes!” (Lc 13.34). Jesus foi perseguido até ser morto crucificado.
Após a morte cruel de Jesus Cristo na cruz, o Evangelho continuou a ser pregado. Mas a Igreja continou a ser perseguida e falsas pregações podem ser encontradas por aí até hoje. Por isso, o Apóstolo Paulo chama atenção sobre aqueles que estão dentro da própria Igreja minando o povo de Deus com leviandades e ilusões, amando a vaidade e promovendo a mentira (Sl 4.2). A estes, o Apóstolo chama de “inimigos da cruz de Cristo”, pois não seguem o exemplo de humilhação de Cristo, mas buscam uma vida de vaidades.
Contudo, não foi apenas Jeremias, o próprio Jesus e Paulo que sofreram insinuações, ameaças e perseguição, mas em nossos dias a Igreja também enfrenta todo tipo de ataques. São ensinos encontrados em falsas teologias que pregam “glória” e “prosperidade”. Enquanto a pregação de Jesus é arrependimento, humilhação e serviço – as “teologias” do momento pregam vida boa, paz, segurança, felicidade integral – (Muito parecido com o grupo que Jeremias enfrentou, não é mesmo?). Além disso, encontramos aqueles que tentam mudar a Palavra de Deus para seus próprios interesses – podemos lembrar de grupos váriados: modernismo, feminismo, homossexualismo – alterações da Bíblia para linguagens inclusivas, perversão dos Sacramentos etc., na maioria das vezes presente dentro da própria Igreja, como o próprio Paulo alerta: “Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo” (Fp 3.18).
Diante disso tudo precisamos abrir nossos olhos, pois a pregação para arrependimento de Jeremias, Jesus e Paulo é destinada a cada um de nós. Toda vez que cometemos pecados, deixamos a vaidade e a mentira invadir nosso coração e mente a ponto de defendermos posicionamentos anticristãos, estamos deixando de ouvir a Palavra de Deus, para ouvir os Falsos Profetas.
Ainda bem que o amor de Deus está disponível a todas as pessoas, e sua pregação não faz distinção. A bíblia é a Palavra de Deus, a qual contém a graça divina e a mensagem da CRUZ, que nos traz a demonstração e exemplo de humilhação de Jesus Cristo. Este é o exemplo que temos de seguir.
Muitos estão sendo guiados por caminhos de enganos e vaidades, os quais preferem as obras aos sofrimentos, a glória à cruz – não aceitam a humilhação e sofrimento de Cristo na cruz. No entanto, o amor de Deus e o próprio Salvador Jesus Cristo são encontrados na cruz. Na cruz são destruídas as obras e é crucificado o velho Adão... Na cruz e somente por ela, podemos compreender que a ação é totalmente divina.
Desta forma fica mais simples compreender porque os filhos de Deus enfrentam tantas situações difíceis e passem por tantos problemas. Deus permite o sofrimento e os problemas para nos moldar, assim como o pai educa e molda seu filho. Deus faz isso porque tem uma grande herança para nos conceder, porque nos ama.
Portanto, não somos guiados por GPS’s, cabrestos ou coisas parecidas, mas pela CRUZ de Cristo. Aqueles que são guiados pela cruz de Cristo não se perdem no caminho, e mesmo que surjam problemas e tribulações, ela guia e aponta para o caminho novamente, pois nunca perde o sinal. É por isso que podemos dizer juntamente com Davi: “Em paz me deito e logo pego no sono, porque, SENHOR, só tu me fazes repousar seguro” (Sl 4.8).
Possamos seguir seguros nossa caminhada rumo a salvação eterna guiados pela cruz de Cristo. Amém. 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Este é meu Filho, a Ele Ouvi.


GoVal 10/02/2013
Régis Duarte Müller
A Transfiguração do Senhor – 10/02 a 17/02/2013

Textos Bíblicos: Salmo 99; Deteronômio 34.1-12; Hebreus 3.1-6; Lucas 9.28-36

           É muito comum pais terem orgulho de seus filhos. E na verdade, os pais oferecem o melhor que podem para que seus filhos possam crescer e se tornarem pessoas importantes. Os pais sentem orgulho do filho que começa a andar, e a dizer as primeiras palavras; os pais tem orgulho do filho que vai pela primeira vez à escola; que passa no vestibular; tem orgulho do filho que se forma, se casa e começa sua própria família; tem orgulho do filho que anda nos ensinos que o pai e a mãe ensinaram; que são justos; íntegros e procuram fazer o que é correto; os pais tem orgulho do que os filhos fazem.

Todos os pais criam seus filhos para que sejam pessoas importantes, e possam dizer com orgulho: Este é o meu filho!

Algo semelhante a isso aconteceu no alto do Monte Tabor, pois enquanto Jesus Orava e seu rosto e roupas se transformavam, uma nuvem os encobriu e dela uma voz bradou demonstrando que Deus também sentiu orgulho de seu Filho, pois Deus disse: “Este é o meu Filho, o meu eleito; a ele ouvi” (Lc 9.35).

Ouvir o que? Por quê? Para que?

Bem sabemos que a Palavra de Deus tem autoridade, e aquilo que diz, cumpre. Jesus Cristo é Filho de Deus, e mesmo sendo homem, ele é Deus, formando uma das pessoas da Trindade.

O Filho, Jesus Cristo, é o Santo de Deus, o qual foi enviado por Deus para redimir os pecadores e restá-los das garras do inimigo.

Algo sobrenatural aconteceu naquele lugar. Jesus era de fato homem, descendente de Adão. Mas Jesus é também o enviado de Deus, o Santo de Deus, o Eleito de Deus, é o Filho de Deus, é o próprio Deus.

A natureza humana, escurecida em Adão, decaída e perdida, dá lugar ao poder e majestade de Deus. Por isso tamanho espanto de Pedro, João e Tiago, afinal eles contemplavam a glória de Deus. Eles estão vendo uma anunciação do que irá acontecer no Calvário, e em seguida na Ressurreição. A luz de Cristo que brilha sobre aqueles apóstolos aponta para a salvação eterna, pois toda a glória de Cristo será desvendada pelas pessoas no dia da Ressurreição de Jesus Cristo.

A Transfiguração do Senhor é um acontecimento que está 40 dias antes da Páscoa ou crucificação. E neste período do calendário, denominado Quaresma, temos a proposta de meditação acerca deste mistério, onde o Deus Filho se humilha e se entrega à morte de Cruz pela salvação do mundo.

Enquanto humanos e limitados não entendemos como Deus age, assim como Pedro, João e Tiago não compreenderam o que estava acontecendo naquela noite. Por não entendermos o que acontece sentimos medo, angústia, aflição, ansiedade. Dentro de nossas limitações não compreendemos os propósitos de Deus em nossa vida.

Naquela noite, Jesus se apresentou aos seus discípulos na imagem plena de Deus, mas eles não entenderam. Assim, também, acontece frequentemente conosco. Deus age em nossa vida nas mais variadas maneiras com todo seu poder e autoridade, mas preferimos não crer. Queremos ver, experimentar e receber grandes feitos, grandes milagres, grandes obras de Deus, e acabamos não vendo as coisas que ele tem nos feito de maneira tão maravilhosa. Procuramos a Deus, mas em lugares e formas erradas, por isso não o encontramos.

Muitas vezes nos esquecemos de procurar Deus nos lugares certos, nos esquecemos de ouvir o que Ele tem a nos dizer, conforme nos orientou o Pai do céu.

Quando não encontramos Jesus ficamos aflitos e ansiosos. Sentimo-nos perdidos e abandonados. Abandonados pelo Pai? Será?

O Pai nunca nos abandou, mas sempre esteve e está ‘pertinho’ de nós. Foi para sentir-se mais perto de nós que Jesus Cristo veio a esse mundo e esvaziou-se do ser igual a Deus, assumindo a forma de Servo (Fp 2.5ss).

Mas mesmo assumindo a forma de Homem e servo, Jesus o Filho de Deus, continua a ser Verdadeiro Deus de uma só substância com o Pai. É este verdadeiro Deus que se apresenta naquele Monte.

Jesus, o Verdadeiro Deus, é visto em todo seu poder e majestade. Poder e Majestade que também seria presenciada por todos no dia da Ressurreição do Senhor. E ainda mais, todos que forem fiéis e ouvirem o que Ele tem a dizer, serão salvos e transformados em glória para a vida eterna (Fp 3.21).

Já sabemos que a Palavra de Deus tem Autoridade. Esta Palavra nos estimula a ouvir o Jesus tem a nos dizer, como vemos: “Este é o meu Filho, o meu eleito; a ele ouvi” (Lc 9.35).

O que Jesus tem a dizer? Que precisamos voltar nossos olhos para ele e crer no que tem a nos dizer.

Por quê? Porque todos somos pecadores, e por isso sentimos medos, aflições, angustias e ansiedades.

Para que? Para que confiando no que ele diz, confessando nossos pecados e entregando nossas ansiedades a ele, tudo o mais será realizado em nossa vida.

Digo isso porque temos uma promessa: “Entrega teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará (Sl 37.5)”. Esta promessa nos mostra que Deus é poderoso e fiel, e por isso precisamos confiar nele. E se você ainda não ouviu a Palavra de Jesus, que ouça: “Eu Sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11.25).

Esta promessa de Jesus é concretizada 40 dias após sua Transfiguração, pois Jesus, esvaziando-se do seu poder, foi morto na Cruz do Calvário, mas ressuscitou em Glória confirmando o que fora dito. Desta mesma forma, todo aquele que crê em Jesus viverá eternamente, conforme testemunha o Apóstolo Paulo: “pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, o qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao corpo de sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até subordinar a si todas as coisas” (Fp 3.20ss).

Que assim seja, de modo que possamos ouvir o que o Senhor tem a nos dizer e nos levar para junto de si no céu, em glória. Em nome de Jesus. Amém.