Comunidade Evangélica Luterana "Cristo"

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CULTOS AOS DOMINGOS ÀS 9H

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Mensagem 7° Domingo de Páscoa


Deus atende nossa oração”.
GoVal 20/05/2012
Régis Duarte Müller
7° Domingo de Páscoa – 13/05 a 20/05/2012
Textos Bíblicos: Salmo 1; Atos 1.12-26; 1 João 5.9-15; João 17.11b-19
Frequentemente oração é um assunto entre os cristãos. Além do mais, a oração é uma prática constante. Pelo menos deveria ser assim, até porque é um ensinamento deixado pelo próprio Jesus, como vemos em Mateus 6.5-15, por exemplo, (Pai Nosso).
Normalmente a oração tem alguns motivos bem específicos, como agradecer e pedir. No entanto, a resposta é condicionada ao destino, por isso, as orações sempre devem ser direcionadas a Deus e em nome de Jesus Cristo.
A Bíblia nos traz vários exemplos de oração. Aprendemos a orar pela Bíblia. Conhecemos os pedidos mais comuns do povo de Deus, conhecemos o pensamento de Deus acerca das suplicas.
Desde o Antigo Testamento podemos acompanhar orações que ficaram marcadas e são lembradas pelo povo de Deus na atualidade. Por exemplo: A intercessão de Moisés em favor de Israel após o povo adorar o bezerro de ouro (Êx 32, Dt 9); Ação de graças de Débora pela vitória (Jz 5); Ação de Graças de Ana (1Sm 2); Oração de Salomão por sabedoria (1Rs 3, 2Cr1); Orações de Jesus (Mt 6.9-13, Lc 11,2-4, Mt 26.36-44, Jo 12.27-28, etc.); Oração do fariseu e publicano (Lc 18.10-13); Oração da Igreja diante de perseguições (At 4.24-30); e muitas outras que podemos encontrar. Pedidos e ações de graças. O povo de Deus ora a Deus.
Quando lemos os textos para reflexão nesta semana, também encontramos orações importantes como a oração dos Apóstolos e a oração de Jesus. E ainda, orientações para que realizemos intercessões com fé genuína, quer dizer, fé verdadeira e confiante.
Outra coisa interessante de se notar é com relação ao que pedir. Não se pede coisas supérfluas, mas aquilo que realmente é importante e necessário. Jesus pede em sua oração para que Deus guarde e cuide das pessoas; Os apóstolos pedem orientação para a escolha do 12° apóstolo, o qual irá substituir a Judas. Todos são motivos muito interessantes e tem como objetivo o próximo.
No entanto, nesse ponto começamos a encontrar as dificuldades, pois somos individualistas por natureza. Pensamos primeiro em nós e depois no próximo. Na verdade levamos ao pé da letra a palavra – “próximo” – pois primeiro é preciso suprir as necessidades próprias, depois, se der, pensa-se no próximo.
O Apóstolo João, que tanto temos estudado este mês, nos mostra que o próximo deve vir sempre em primeiro lugar, pois seu ensino se baseia no amor. O Amor de João é um amor de doação, de atitude.
Na instrução de João, o amor é um reflexo da existência da fé. Logo, a atitude de amor é uma demonstração de fé em Deus. Mas é preciso ficar atento, pois existe mais de um tipo de amor e podemos muito bem achar que estamos amando, no entanto pode ser o amor errado. Mas como assim? Vejamos uma Poesia de A. J. Cardiais “Falta de amor ao Próximo”:
“A razão de viver é amar. Mas a maioria das pessoas vive o amor ao dinheiro, aos bens materiais, aos prazeres carnais... Sem atentar para o lado espiritual esse povo acha normal tudo que está acontecendo... Nós estamos vivendo a falta de amor. Do amor ao próximo, como o Mestre mandou.[1]
Ora, acontece que o mundo está cada vez mais individualista, não se preocupa com o amor ao próximo. Se pensarmos no esporte, por exemplo, aquele atleta com certa habilidade é apresentado como o mais importante, mesmo sendo individualista! Pensando na vida social, cada vez mais as pessoas têm menos amigos reais, em compensação estão cheias de amigos virtuais. E com isso, cada vez mais o EU se torna o principal destino para o amor.
Com isso vamos vivendo e deixando de praticar o amor ao próximo, aquele amor que o Mestre Jesus Cristo nos ensinou. Deixando de praticar até mesmo um ato simples, que não custa nada mais que alguns minutos: a oração. Afinal de contas, amar o próximo também é orar por ele.
Normalmente em nossas orações, temos uma longa lista de pedidos, de coisas que queremos. Mas, reflitamos um pouco na seguinte história:
“Imagine se um dia Deus dissesse:
- Escutem, estou cansado das suas orações. São bilhões e bilhões de pedidos todos os dias, e novos pedidos não param nunca de chegar aos meus ouvidos.
- Façamos o seguinte, a partir de hoje, eu atenderei apenas UM PEDIDO DE CADA SER HUMANO EM TODA A SUA VIDA.
- Portanto, pensem bem, pensem muito bem antes de fazê-lo.
Diante de uma situação assim, o que você pediria? É certo que muita gente pediria coisas realmente importantes, mas, certamente, muitas pessoas gastariam seu único pedido em vaidades e ilusões, tais como: Prazer; beleza; riqueza; Fama; Poder...
Diante dos muitos exemplos de oração que encontramos na Bíblia, podemos ler esta do rei Davi:
A Deus, o Senhor, pedi uma coisa, e o que eu quero é só isto: que ele me deixe viver na sua casa todos os dias da minha vida, para sentir, maravilhado, a sua bondade e pedir a sua orientação”.
Muitos são os motivos que temos para pedir, mas sem dúvida o pedido mais maravilhoso que possa existir é com ligação à fé em Deus. Desta forma, Mantendo a fé em Deus, automaticamente também temos a prática do amor fraternal. Levando-se em consideração que a fé e o amor estão intrinsecamente unidos, quer dizer, na sua essência.
Muito falamos na oração, e ela é a maneira de podermos dialogar, conversar abertamente com Deus. Ora, Deus ordenou que fizéssemos suplicas e orações, e João torna a falar da oração e dizer: “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve” (1Jo 5.14). E conclui: “E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito” (v.15).
O que João está tratando aqui é importante, é fundamental para a vida do cristão: é a doutrina da segurança. É natural vermos pessoas desabafando e dizendo que não têm segurança para sair de casa à noite, e muitas vezes, não têm segurança nem mesmo dentro de casa.
Muitas pessoas também não possuem segurança a respeito do porvir, e João difere essas pessoas através da sua fé, de forma que um tem a fé genuína e o outro a fé espúria - ilegítima. Aquele que possui a fé genuína tem convicção de que Jesus Cristo é o vindo em carne e que também, transforma o indivíduo. Por isso, escreve Carson:
        Cristãos genuínos aprendem a amar uns aos outros e a obedecer a verdade. Para João, a segurança cristã não é um bem abstrato; está intimamente ligado a um relacionamento constante e transformador com o Deus da aliança, que se revelou em Jesus Cristo. (CARSON, D. Introdução ao N.T. SP, Vida Nova, 1997, p.210).

A oração é um veículo que Deus nos deixou, por onde podemos levar a ele todas as nossas angústias, aflições, necessidades. Especialmente, podemos levar a ele o desejo de permanecer fiel à Palavra e a Jesus Cristo, bem como, pedir que Deus preserve a vida e fé de nosso próximo. E saiba, sim, Deus atende nossa oração. Amém.

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