Comunidade Evangélica Luterana "Cristo"

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CULTOS AOS DOMINGOS ÀS 9H

domingo, 26 de maio de 2013

Quem me Obedecer nunca Morrerá.

 Tema: “Quem me obedecer nunca Morrerá”.
GoVal 26/05/2013
Régis Duarte Müller
Dom da Santíssima Trindade – 26/05 a 02/06/2013

Textos Bíblicos: Salmo 8; Provérbios 8.1-4,22-31; Atos 2.14ª,22-36; João 8.48-59

Hoje (26/05/2013) é o Domingo da Santíssima Trindade, quando queremos lembrar a ação Divina em prol da humanidade desde a Criação, passando pela Redenção até à Conversão. Na ação real de Deus Pai, Filho e Espírito Santo.
Todo o mundo foi sabiamente criado por Deus, sendo o homem a coroa de toda
criação (Gn 1.26). Deus fez o ser humano inferior somente a Ele mesmo, e lhe concedeu glória e honra de rei, bem como, lhe deu a autoridade sobre tudo que criou (Sl 8).
Tendo sido assim, toda a ação de Deus visa o bem do homem. Por isso, quando acontece a queda, Deus providencia um plano para resgatar o homem que se desviou. A criação de Deus Pai teve como obra prima o homem, o qual precisa ser redimido.
Por isso Deus manda seu Filho, Jesus Cristo. A obra de Cristo é árdua, pois é necessário sofrer por todas as pessoas do mundo. O resultado da obra de Cristo é a vida que nunca termina. Esse é o assunto em debate com os judeus, que não o reconheciam como Deus, e por isso o consideravam um blasfemo, alguém endemoninhado.
Em João 8.48-59 encontramos um árduo diálogo de Jesus com os judeus. A questão em pauta é a afirmação de Jesus: “EU SOU QUEM SOU” (Jo 8.28), bem como: “Se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte, eternamente” (Jo 8.51).
Em virtude da posição firme de Cristo, dizendo-se o caminho para a eternidade, os Judeus questionam: “Por acaso não temos razão quando dizemos que você é samaritano e está dominado por um demônio?” e afirmam logo em seguida: “Agora estamos certos de que tens demônio” (v.52).
Os judeus conseguem perceber o que Jesus quer dizer, sem, contudo, crer. Por isso as acusações, pois somente um ‘louco’ afirmaria Se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte, eternamente” (Jo 8.51).
No entanto Jesus não estava louco, muito pelo contrário, Jesus estava falando a verdade e responde aos judeus porque eles não estavam compreendendo: “vós não o tendes conhecido; eu, porém, o conheço. Se eu disser que não o conheço, serei como vós: mentiroso; mas eu o conheço e guardo a sua palavra” (v.55).
Assim como os Judeus, nós também temos dificuldades para entender/compreender a Trindade. Os judeus não conseguiam entender/crer que Jesus Cristo é o Messias, o Salvador e verdadeiro Deus. Não conseguem discernir a Palavra de Deus. Assim também, muitas vezes temos dificuldades para compreender a ação de Deus em nossa vida. Principalmente quando permitimos que a Palavra de Deus seja contestada, como nos exemplos abaixo:
Quando a Criação é posta em cheque diante do evolucionismo; Quando a salvação é considerada como uma conquista individual através das próprias obras; sempre que a fé é considerada uma decisão pessoal.
Esses exemplos demonstram dificuldades para compreender a Trindade, pois veja:
Quem acredita que o mundo surgiu através de evolução, que o homem é resultado de evolução, não compreende a Palavra que afirma através de Davi: “Que é um ser mortal para que te preocupes com ele? No entanto, fizeste o ser humano inferior somente a ti mesmo e lhe deste a glória e a honra de um rei. Tu lhe deste poder sobre tudo o que criaste” (v.4-6ª).
Quem acredita que a salvação é uma conquista individual através das obras, não compreende o sacrifício de Jesus Cristo na cruz, nem as Palavras bíblicas que afirmam: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (Ef 2.8).
Sempre que a fé em Jesus Cristo é considerada uma decisão pessoal, não há compreensão correta da Palavra de Deus, nem da ação do Espírito Santo. Na verdade as coisas de Deus são consideradas loucura pelos homens – foi isso que os judeus pensavam
de Jesus: um louco. Contudo, Paulo nos explica: “Entretanto, expomos sabedoria entre os experimentados; não, porém, a sabedoria deste século, nem a dos poderosos desta época, que se reduzem a nada; mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória; sabedoria essa que nenhum dos poderosos deste século conheceu; porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória; mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus. Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente. Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo” (1 Co 2.6-16).
O fato é que o homem natural não aceita as coisas de Deus, mas precisa ser convencido pelo Espírito de Deus que foi Criado pelo Pai, Redimido pelo Filho, e santificado pelo Espírito.
O homem natural não conhece a Deus, como disse Jesus aos judeus: “Vós não o tendes conhecido” (v.52). De modo que, quem não conhece a Deus não poderá viver eternamente, pois não obedecem as palavras de Jesus.
De fato Jesus é firme ao dizer a verdade, e não deveria ser diferente. A Palavra de Deus anunciada permite ao Espírito Santo agir, convencer e converter as pessoas dos seus erros, arrependerem-se e receberem o perdão. Mas principalmente, a ação do Espírito convence a crermos que Jesus Cristo é de fato o Messias, o Senhor e salvador. No qual, todo aquele que crer, mesmo que morra, tenha a vida eterna (Jo 11.25-26); Vida esta, que nunca termina. Como disse Jesus aos judeus: “se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte, eternamente” (Jo 8.51).
A Palavra/mensagem de Jesus escandalizou os Judeus porque eles entenderam o que Jesus estava querendo dizer, no entanto, não acreditavam. Eles entenderam que Jesus se dizia ser mais que um profeta e até mesmo que Abraão, afinal ele estava ali porque o Pai o enviou: “não busco honra, mas o Pai me honra, estou aqui a mando dele. Abraão se alegrou comigo ao ver meu dia” (v.54-56).
Sem dúvida o mistério da Santíssima Trindade é muito instigante. O tema já foi muito estudado na história, como com certeza ainda é. Um dos grandes estudiosos foi Santo Agostinho. E dele ouvimos o seguinte:
Certa vez, passeava ele pela praia,  completamente compenetrado, pediu a Deus luz para que pudesse desvendar o enigma.  Até que deparou-se com uma criança brincando na areia. Fazia ela um trajeto curto, mas repetitivo.  Corria com um copo na mão até um pequeno buraco feito na areia, e ali despejava a água do mar;  sucessivamente voltava,  enchia o copo e o despejava novamente. Curioso, perguntou à criança o que ela pretendia fazer.  A criança lhe disse que queria colocar toda a água do mar dentro daquele buraquinho.  No que o Santo lhe explicou ser impossível realizar o intento. Aí  a criança lhe disse: “É muito mais fácil o oceano  todo ser transferido para este buraco, do que compreender-se o mistério da Santíssima Trindade”. E a criança, que era um anjo, desapareceu...  Santo Agostinho concluiu que a mente humana é extremante limitada para poder assimilar a dimensão de Deus e, por mais que se esforce, jamais poderá entender esta grandeza por suas próprias forças ou por seu raciocínio. Só o compreenderemos plenamente, na eternidade, quando nos encontrarmos no céu com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
A Palavra de Deus diz: “fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste” (sl 8.5), e este “pouco menor” é imenso, de modo que não podemos compreender muitos dos mistérios de Deus. E quando compreendemos a respeito da salvação, precisamos levantar os olhos aos céus e render-lhe graças e louvor por conhecermos a Deus, e por obedecermos os mandamentos de Jesus que nos levam para a vida que nunca termina. Amém.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Conhecendo as liturgias Luteranas

Abaixo alguns links onde é possível ter acesso às liturgias mais usadas na Igreja Evangélica Luterana do Brasil. Se você já visitou um Igreja Luterana, com certeza já ouviu alguma dessas liturgias sendo cantadas. Se você é luterano é uma ótima alternativa para aprender cada parte e meditar em suas letras. São ordens belíssimas que tem por objetivo organizar o culto racional dos cristãos.


Segue link para ver as liturgias e baixar, tb as outras.





                                                                               Alternativa: https://skydrive.live.com/?cid=f4a1e381faf5c9ae&id=F4A1E381FAF5C9AE%212178 

Deus abençoe

sábado, 18 de maio de 2013

Todos que pedirem a ajuda do Senhor serão salvos



Tema: “Todos que pedirem a ajuda do Senhor serão salvos”.
GoVal 12/05/2013
Régis Duarte Müller
Dom de Pentecostes – 19/05 a 26/05/2013

Textos Bíblicos: Salmo 143; Gênesis 11.1-9; Atos 2.1-21; João 14.23-31

Uma coisa comum entre os seres humanos é o pedido de ajuda. Mesmo a trabalho nós ajudamos as pessoas cumprindo com nossas funções com competência e dignidade. Isso nos mostra que precisamos de ajuda para as mais variadas atividades que fazemos em
nosso dia-a-dia. Quando levantamos pela manhã e vamos à padaria, precisamos que o vendedor nos dê o pão; que o caixa passe nossos produtos para que efetuemos o pagamento; ao parar no posto, que o frentista coloque o combustível. Além desse tipo de ajuda, muitas vezes pedimos que alguém faça certas funções que não sabemos ou não podemos. Desta forma cumprimos com nossos compromissos e também com o mandamento que nos ensina a ajudar nosso próximo em todas suas necessidades.
Os relatos bíblicos apresentam muitos exemplos de ajuda, mas tem alguém que nos ajudou muito, e seu ato continua a nos ajudar, além de ser fundamental para nossa salvação. Jesus Cristo fez aquilo que nenhum ser humano seria capaz de fazer. Ele cumpriu com o desejo do Pai, e se fez sacrifício pelos nossos pecados nos libertando da escravidão. Desta forma, todos que ouvirem a mensagem terão a oportunidade de clamar ao Senhor, por isso, Joel afirma: “Todos que pedirem a ajuda do Senhor serão salvos” (Jl 2.32).
Nós já sabemos, conhecemos e cremos na obra de Cristo. Já fomos agraciados pelo Espírito Santo que nos chamou para a maravilhosa luz, congregou, e hoje continua mantendo e fortalecendo esta fé. No entanto, muitos ainda não conhecem a Cristo, e precisam ser batizados, ou precisam ouvir a Palavra para que o Espírito Santo faça sua parte: a Conversão. Por isso, Jesus Cristo envia seus discípulos: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20.21).
Os discípulos de Jesus hoje, são os cristãos espalhados pelo mundo inteiro – todos são enviados por Cristo para pregar sua Boa Nova. Para tanto não estaremos sozinhos, pois Jesus Cristo pede ao Pai que nos mande o Auxiliador: “Eu pedirei ao Pai, e ele lhes dará outro Auxiliador, o Espírito da verdade, para ficar com vocês para sempre” (Jo 14.16). É ele, ou seja, o Espírito Santo, que guiará os filhos de Deus nesta tarefa tão importante.
Acontece que existe um problema, o qual dificulta o trabalho dos fiéis, principalmente do Espírito Santo. Esse problema chama-se ‘velho homem’. Acontece que apesar de ouvirmos a mensagem de Deus e seu Evangelho, nossa natureza quer e insiste em negá-lo.
Os fiéis que estão engajados no trabalho e missão de Deus, ao encontrarem as dificuldades, também são surpreendidos pela desmotivação e desejo de largar tudo. O velho homem, a nossa natureza humana, nos dizem: Para de fazer as coisas; deixa de insistir com os outros; vai fazer outra coisa, isso é tudo perca de tempo; Pra que falar de Jesus, essa pessoa não quer ouvir... Assim ouvimos nosso velho homem tentando nos convencer, nos fazer mudar de atitude... Por fim, nós mesmos acabamos perdendo a esperança, a fé, e até mesmo a salvação, pois preferimos dar ouvidos ao homem natural que “não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode
entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1Co 2.14).
Não é nada bom para nosso futuro ser dominado pelo homem natural, ou seja, nossa natureza. A natureza, nossos desejos, enfim, são contrários e militam aos desejos do Espírito de Deus. Mas ao mesmo tempo, o Espírito Santo está trabalhando intensamente para vencer nosso velho homem e trazer vidas para Deus.
Isso acontece em cumprimento à promessa de Jesus: “Vou para junto do Pai, mas pedirei ao
Pai que envie o Consolador/Auxiliador” (Jo 14.16). Na festa de Pentecoste, uma das maiores festas do povo judeu, isso se concretiza. Naquele dia, o Espírito desceu “e encheu o lugar onde estavam, e a apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles” (At 2.3), aquelas pessoas, mesmo sendo de diferentes lugares e línguas podiam se entender (At 2.8) – mas também tinham aqueles que zombavam (v.13).
Assim como naquele dia, muitos continuam a resistir, mas enquanto a Palavra de Deus for promovida, o Espírito Santo estará agindo, e assim vidas são trazidas para Cristo. Afinal, “a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4.12).
Mas como posso receber o Espírito Santo? Como eu sei que ele guia e orienta minha vida?  Queridos irmãos, o Espírito Santo de Deus age de duas formas: através do Batismo e da Palavra, por isso precisamos atender às palavras de instrução ditas por Jesus: “Ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mt 28.19), bem como “A fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem vem por meio da pregação a respeito de Cristo” (Rm 10.17). Toda Palavra que é anunciada gera a ação do Espírito, e toda ação do Espírito resulta na obra de Deus. Afinal de contas, “a Palavra que sai da boca de Deus não voltará vazia, mas produzirá no coração do homem a obra para que foi enviada" (Is 55.11).
Conta-se a história de que um menino foi a sorveteria e encontrou o seguinte aviso: “Um sorvete grátis para quem entrar na sorveteria hoje”. O Menino ficou pensando: “Será que devo guardar só para mim esta notícia? Ou conto para meus amigos?”. Concluindo que seus amigos ficariam felizes com a notícia, ele foi correndo contar.
Assim como aquele menino nós temos uma notícia muito importante. Essa notícia não oferece apenas um sorvete, mas a vida que nunca termina. Por isso precisamos levar a Palavra, falar e testemunhar. Para que as pessoas, ao ouvirem a mensagem de Deus, possam crer. E crendo, ao pedirem a ajuda do Senhor, sejam salvas. Na porta da sorveteria dizia: Um sorvete grátis para quem entrar na sorveteria hoje”. A Palavra de Deus nos diz: “Todos que pedirem a ajuda do Senhor serão salvos”. (At 2.21). Que bom que hoje ainda é tempo para pedir a ajuda do Senhor. Por isso, oremos: Conceda-nos, Senhor, o Teu Espírito Santo para nos guiar, orientar e fortalecer nossa fé. Ajude-nos para que alcancemos, por amor de Cristo, a vida eterna. Em nome de Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Que assim seja. Amém.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Culto do Dia das Mães e Recepção de Novos Membros

Dia 12 de Maio foi uma data especial, também para a Comunidade Evangélica Luterana Cristo e seus membros. Além de ser um culto que lembra as mães, que são feitas apresentações e homenagens, as 33 pessoas presentes tiveram a 
alegria de abraçar duas novas membros: Margarida Miranda e Dayse Miranda, que confessaram sua fé em Jesus Cristo diante da Comunidade Cristo, e foram recebidas com muito carinho por todos.
Realmente, ''grandes coisas tem feito o Senhor por nós, por isso estamos alegres" (Sl 126.3), isso também motiva a todos para trabalharem e assim, promover o Evangelho de Jesus Cristo, conforme o lema da Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB): Cristo para Todos. 
É assim que seguimos em frente "com a força que Cristo nos dá" (Fp 4.13) para enfrentar os desafios que se aproximam. Por isso, contamos com seu apoio e orações, para que possamos colocar em prática nossos objetivos e promover a Palavra de Deus. Muito especialmente através do Congresso de Jovens do Distrito Mineiro - DIMI-Jovens nos dias 20 e 21 de Julho; bem como, como o projeto 'Pedalando por Jesus', além de outros desafios internos para melhoria de nossas instalações.

Por tudo, damos graças ao Senhor.

Aproveitamos para convidá-lo para nossas atividades, programações, eventos e desafios: Contribua para que possamos continuar fazendo nossa parte, dirija a Deus suas orações lembrando-se sempre de nossos desafios, nossas programações, eventos e atividades, pois Deus atende a oração do justo (Pv 15.29).

Que a graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus. E a presença do Espírito Santo, estejam com todos vocês. Amém. (2 Co 13.13).

domingo, 12 de maio de 2013

Comunhão Fraternal.


Tema: Comunhão Fraternal.
GoVal 12/05/2013
Régis Duarte Müller
7° Dom de Páscoa – 12/04 a 19/05/2013

Textos Bíblicos: Salmo 133; Atos 1.12-26; Apocalípse 22.1-6(7-11)12-20; João 17.20-26


A palavra amor está na boca das pessoas. Facilmente ouvimos adolescentes e jovens declarando amor eterno para seus namoradinhos; pessoas que falam que ‘amam’ mesmo diante de coisas supérfluas – no entanto, nem compreendem de fato, o que é amar.
É bem verdade, que as pessoas vivem uma grande carência, e uma grande necessidade de serem amadas. Por isso, costumamos buscar a todo custo receber amor.
Nesse sentido, Deus nos mostra como é importante amar, como é importante que exista comunhão e união entre os irmãos. A grande verdade é que Deus valoriza muito o amor, demonstrando “quão bom e quão maravilhoso é que os irmãos vivam em união” (Sl 133.1).
O resultado desta união fraternal é a comunhão. Assim como existe comunhão entre o Pai e o Filho, Jesus Cristo, assim Deus deseja que os irmãos vivam em união. Do mesmo modo, assim como Deus nos amou, entregando seu próprio Filho (Jo 3.16), Deus deseja que os irmãos amem também ao seu próximo. Por isso, Jesus ora ao Pai: “A fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17.21).
Desta forma, a união, a comunhão e a comunhão fraternal testificam a obra de Deus em Jesus Cristo. Assim, também, os cristãos testemunham ao mundo através da prática da comunhão, união e amor.
O apóstolo João é conhecido como o ‘apóstolo do amor’, seus escritos testificam isso. Suas instruções sempre nos mostram a importância de amar incondicionalmente. Mas, se não amamos, é porque algo estranho está acontecendo. Como vemos: “Se alguém disser: amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê” (1Jo 4.20).
A falta de amor para com o próximo é um sinal de que estamos longe de Deus. Pois, vejam: A vida e morte de Jesus foi a demonstração mais pura de amor, e dedicada em favor de toda a humanidade. Isso apenas aconteceu porque existe comunhão na Trindade Divina. Ao passo que, as divisões são empecilhos à obra de Cristo. Portanto, o ódio, a amargura, as maledicências e as divisões são frutos do pecado, da impureza que se encontra em nosso coração. E do coração saem para prejudicar a vida familiar, entre amigos, no trabalho e onde quer que exista presença de pessoas.
Sendo assim, o ódio, a amargura e as divisões são resultados do pecado e da impureza humana e merecemos por isso, o sofrimento, viver longe de Deus e consequentemente, o inferno.
Em contra partida, o amor ao próximo é uma constatação da presença de Deus. No entanto, fechar os olhos ao próximo, torna-o cego, também perante Deus. Nesse sentido, amamos nosso próximo como resultado do amor de Deus para conosco, ou seja, Deus nos
amou através de Jesus Cristo, por isso, nós também podemos, e amamos nosso próximo. Afinal, “nós amamos porque Deus nos amou primeiro” (1Jo 4.19).
O teólogo, professor e pastor Dietrich Bonhoeffer ensina a valorizar a comunhão cristã, a vida em comunidade e o compartilhar de vida entre irmãos e irmãs na fé. Ele afirma que a comunhão fraternal acontece da mesma forma como a santificação. Ela é um presente de Deus, ao qual não temos direito. Por isso ele escreve:
“Fraternidade cristã não é um ideal que nós devemos realizar. É uma realidade criada por Deus, em Cristo, da qual podemos tomar parte... Por se fundamentar em Jesus Cristo, a comunhão cristã é uma realidade espiritual e não psíquica” (Vida em Comunhão, p.20).
Ou seja, não são os instintos ou os sentimentos que colocam em prática a comunhão fraternal, mas unicamente a comunhão existente através da pessoa com Deus, ou seja, se dá através da Palavra de Deus. Nesse sentido, a essência da comunhão espiritual é a luz, como vemos: “... Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros” (1Jo 1.5-7).
A avaliação sincera de qualquer ser humano reconhece que temos dificuldades para amar nosso semelhante. De modo geral somos amargos e sentimentais, deixando que motivos quaisquer prejudiquem nossa ação amorosa em prol de nosso próximo – damos espaços para as trevas.
Por outro lado, Jesus nos ensina a amar a todos incondicionalmente, até mesmo nosso inimigo, afinal de contas, o amor é a fonte de todo bem. Foi por amor que Jesus veio ao mundo, morreu e ressuscitou – praticando uma ação de extremo bem em favor da humanidade – é a luz que brilha novamente. Em seguida, o amor que Cristo dispensou por nós, deve estar presente em nosso contato com o próximo. Portanto, quando questionados: como devemos amar? A resposta é: Assim como Cristo Jesus nos amou – assim, fazemos a luz de Cristo brilhar.
Um amor e comunhão exemplar, de extremo brilho, é o amor materno. Neste dia que é tão especial para elas, reconheçamos que a mãe ama seu filho incondicionalmente, com amor puro. A comunhão entre mãe e filho se dá desde o dia em que é gerado, na ligação do cordão umbilical, pelos nove meses em que carrega a criança em sua própria barriga, e se estende ao longo de toda a vida buscando sempre o bem para seu filho.
A conclusão disso tudo nos faz reconhecer a singeleza do amor, o qual está presente na mãe que ama se filho, bem como, no Pai que está no céu, e que ama tanto, que dá até mesmo seu próprio Filho. Confiando neste amor, e vivendo essa comunhão, possamos todos ser ressuscitados para viver na cidade santa, com águas cristalinas na presença constante de Deus, na mais perfeita comunhão fraternal. Amém.

domingo, 5 de maio de 2013

Coragem para vencer as aflições.


Tema: Coragem para vencer as aflições.
GoVal 05/05/2013
Régis Duarte Müller
6° Dom de Páscoa – 05/04 a 12/05/2013

Textos Bíblicos: Salmo 67; Atos 16.9-15; Apocalipse 21.9-14,21-27; João 16.23-33

Como você lida com as dificuldades? É sabido que cada pessoa tem uma forma de lidar com as provações, dificuldades e aflições da vida. Alguns são fortes e encaram os problemas de frente; outros são mais frágeis e precisam da ajuda de pessoas para encarar as aflições; e tem aqueles que estão muito fracos, os quais precisam de todo tipo de ajuda – de amigos e pessoas que ofereçam ajuda médica e pastoral para enfrentar as aflições que a vida impõe.
Os problemas que enfrentamos são variados. O mundo tenta nos convencer de que estamos errados, e frente a isso somos atacados pelo que pensamos e cremos, por isso somos alertados: “Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt 10.22 – Ver também Jo 15.20-27 e 2Tm 3.12). Estas são as aflições que enfrentaremos por acreditar em Jesus como Salvador, e na Bíblia como Palavra de Deus e instrução para nossa vida. Além destas, também passaremos por outras aflições que estão ligadas a nossa limitação humana: problemas de saúde, familiares, financeiros, sociais, os quais nos desgastarão muito. Todas essas coisas que iremos passar e enfrentar apenas testificam as palavras de Jesus “No mundo, passais por aflições” (Jo 16.33).
As aflições da vida fazem parte do contexto de todo ser humano. Todos têm motivos para reclamar, todos têm problemas para resolver. Todas as aflições são oriundas da situação humana de corrupção e pecados, sejam eles de saúde ou de relacionamento.
Mas afinal, o que é Aflição? “Aflição” é um grande sofrimento; uma dor profunda, um tormento. Particularmente cada um tem a sua, que talvez seja a cruz que carregamos e iremos levar conosco enquanto vivermos aqui na terra. Entre elas, os problemas de saúde, as doenças, e finalmente, a morte – que é o maior tormento/aflição de todos.
Os problemas de relacionamento também afetam as pessoas e trazem muita dor e aflição. São as brigas e desentendimentos familiares, matrimoniais, entre amigos etc.
Todas essas aflições são provenientes de uma natureza corrupta e pecadora. A qual, dominando o ser humano, pode levar a uma aflição eterna: O inferno.
Ora, pois, sofrerão esta aflição todos aqueles que culpam a Deus por sua situação física, familiar ou social, pois são pessoas que pecam contra o segundo mandamento; sofrerão esta aflição todos aqueles que se desentendem, brigam, falam mal e não se retratam
perante o próximo ou perante Deus. Todos aqueles que pecam, mas não querem pedir perdão, não entregam a Deus suas aflições – tudo isso é resultado da queda em pecado do homem. A consequência final do pecado é a morte.
Ao mesmo tempo em que as aflições podem ser nossa pedra de tropeço e nos levar para o sofrimento eterno, elas podem ser fonte de perseverança, fé e esperança. Isso porque, Deus nunca nos deixa carregar uma carga maior do que nossas condições; isso porque Deus promete ajudar as pessoas em todas suas necessidades; isso porque Deus é amor, e para que não sofrêssemos a aflição da morte eterna, Deus enviou seu Filho, Jesus Cristo, que morreu, mas ressuscitou, vencendo assim, em nosso lugar, a morte e suas consequências.
Nenhum ser humano é capaz de mudar a realidade da morte. E, além disso, nosso desejo é permanecer afastado de Deus, merecendo a condenação. A fim de que pudéssemos ter acesso à nova Jerusalém, Jesus Cristo sofreu em nosso lugar a dor e a aflição que nos era reservada por causa do pecado. Ainda mais, antes de partir ao Céu, para ficar ao lado de Deus Pai, Todo-Poderoso, Jesus promete nos enviar o Consolador.
Jesus conheceu o mundo e sabe das dificuldades que enfrentamos, das dores, do choro e do luto. Mas nos consola dizendo: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (J0 16.33b).
Ninguém gosta de sofrer, ninguém gostaria de receber uma noticia como esta: “Através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus” (At 14.22b). No entanto, esta é a mensagem que ouvimos de Paulo, dos outros discípulos e do próprio Jesus.
Apesar de ser difícil, e não querermos passar por situações de dificuldade, Deus nos conforta e fortalece para que enfrentemos todas as situações com bom ânimo, aguardando dias e tempos melhores. Os quais, se não forem nesta vida, com certeza será na eternidade.
Ao mesmo tempo, o contexto de nossa perícope nos anima, como lemos no versículo 20: “Em verdade, em verdade eu vos digo que chorareis e vos lamentareis, e o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria” (v.20). Poderíamos pensar: Os sofrimentos são fontes de alegria? Como poderíamos nos alegrar ao ver atentados acontecendo no mundo? Como nos alegrar com a brutalidade que existe nas cidades rodeando nossas famílias? Como poderíamos nos alegrar diante da dor de uma doença ou da morte de alguém querido?
A fim de que compreendêssemos isso, o apóstolo João nos faz a comparação de uma mulher que está para dar à luz, como vemos: “A mulher, quando está para dar à luz, tem tristeza, porque a sua hora é chegada; mas, depois de nascido o menino, já não se lembra da aflição, pelo prazer que tem de ter nascido ao mundo um homem. Assim também agora
vós tendes tristeza; mas outra vez vos verei; o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém poderá tirar” (Jo 16.21-22).
É por isso que as palavras de Jesus “tende bom ânimo” são importantes e cruciais para nossa vida. Afinal, ainda que soframos, a tristeza se converterá em alegria. Por isso, nos alegramos por todas as aflições superadas, e nos unimos a Cristo para pregar a libertação do homem das garras do inimigo.
Durante esse tempo, o Espírito Santo vai nos consolar, orientar e guiar. E quando vierem as dificuldades, lembremos que Jesus venceu o mundo, e também: “Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar” (Js 1.9).
Que assim, as palavras de ânimo e coragem dirigidas a Josué, também possa nos animar a viver, a testemunhar, a proclamar os feitos de Deus e cantar-lhe hinos de louvor, enfim, para vencer as aflições. Que nossa oração seja: “Seja Deus gracioso para conosco e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o seu rosto; para que se conheça na terra o teu caminho e, em todas as nações, a tua salvação” (Sl 67.1-2). Assim seja. Amém.