Comunidade Evangélica Luterana "Cristo"

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CULTOS AOS DOMINGOS ÀS 9H

terça-feira, 11 de junho de 2013

A Iniquidade traz a Morte. A fé em Deus, Ressurreição.

Tema: A Iniquidade traz a morte. A Fé em Deus, Ressurreição.
GoVal 09/06/2013
Régis Duarte Müller
3° Dom Ap Pentecostes – 09/06 a 16/06/2013

Textos Bíblicos: Salmo 30; 1 Reis 17.17-24; Gálatas 1.11-24; Lucas 7.11-17

Normalmente as pessoas gostam de receber visitas, pois os visitantes enchem a casa trazendo alegria, novidades e muitas conversas. Sabemos que existem vários tipos de visitas: Familiares; comerciais e de negócios; sociais; entre amigos; tem visitas que trazem noticias desagradáveis, outras boas, e assim por diante.
Nosso texto do Antigo Testamento mostra que Elias é enviado por Deus para visitar e levar uma notícia desagradável ao rei Acabe – não choveria por 3 anos e meio (Tão certo como vive o SENHOR, Deus de Israel, ... nem orvalho, nem chuva haverá nestes anos segundo a minha palavra 17.1).
Acabe não foi um bom rei aos olhos de Deus, implantou a idolatria no meio daquele povo. A seca desse período é o juízo de Deus para demonstrar que o Senhor não estava se agradando com as decisões do rei; e porque Israel estava abandonando o Deus verdadeiro para adorar falsos deuses implantados por Jezabel e seu marido, o rei Acabe.
O texto de Reis nos mostra que dentro deste período, além de visitar e levar uma notícia ruim ao rei, Elias visita uma viúva na cidade de Sarepta. Acontece que os mantimentos de sua casa eram poucos, e receber uma pessoa poderia significar falta de alimentos. Mesmo com poucas condições, ela o recebeu em sua casa, oferecendo alimento e pouso.
A viúva de Sarepta provavelmente era uma senhora muito simples, com poucos recursos, suas vasilhas estavam chegando ao fim, ela não poderia receber aquele homem em sua casa, pois os alimentos acabariam ainda mais depressa. Mas algo incrível aconteceu, durante todo tempo, as vasilhas com poucos alimentos não diminuíram (v.16). Mas algo muito
triste aconteceu, o filho da viúva adoeceu gravemente e veio a morrer.
A morte do filho levou a mulher a pensar e fazer alguns questionamentos àquele homem de Deus: Que fiz eu, ó homem de Deus? Vieste a mim para trazeres à memória a minha iniquidade e matares meu filho? (v.18). O texto fala que Elias pegou o filho da viúva e o levou a um quarto, orou e pediu que Deus trouxe-se a vida àquele menino (v.21). O Senhor atendeu a oração de Elias e o menino tornou a viver, ressuscitando (v.22). (Esse é o primeiro caso de ressurreição encontrado na Bíblia).
A morte é uma realidade na vida dos seres humanos, uma dura e triste realidade. Sabemos que todos passarão pela morte, mesmo diante dos melhores médicos, mesmo com os melhores recursos e com muito dinheiro, quando a morte vem não há nada para ser feito.
A viúva de Sarepta faz um questionamento muito interessante ao profeta de Deus: “Vieste a mim para trazeres à memória a minha iniquidade e matares meu filho?”. Ela reconhece que a morte é consequência da iniquidade das pessoas, ou seja, do pecado. De modo que, por serem pecadores, todos os seres humanos morrerão. Todos nós morreremos um dia.
A morte é apenas uma constatação da presença do pecado, que pode se apresentar duramente a nossa vida, trazendo dor e sofrimento. Mas essa dor e sofrimento podem ser passageiros, talvez durar um dia. Mas também podem ser eternos. Viver na iniquidade, não confessar os pecados, não pedir perdão a Deus – são motivos bastante fortes para a morte, não física, mas eterna.
Muitos insistem em continuar nesta situação. Muitos não se arrependem, nem se preocupam com isso. Muitos até vão a igrejas, mas continuam vazios, pensam que muitas coisas são relativas, e permanecem no erro. Todos estes sentirão a dureza da morte. Conhecerão sua crueldade da forma mais terrível. Cabe a nós questionarmos: Como me vejo nesta situação? Estou preparado para a morte?
Não temos duvida da dureza do pecado e do sofrimento que ele nos causa, principalmente através da morte. Contudo, por mais dura que seja a morte não é o fim para quem têm a Deus, o Senhor, como auxílio.
A bíblia nos conta várias histórias de ressurreição, o filho da viúva de Sarepta é a primeira ressurreição, e nos traz uma grande lição de amor e fé. Veja, a iniquidade causa a morte, mas a fé em Deus traz a ressurreição, ou seja: A Vida.
Deus demonstra ao Povo que Ele é o SENHOR, o Deus verdadeiro, e que Elias é seu profeta. Os fatos testificam isto: Na seca, corvos sustentaram Elias. Na falta de mantimentos, as vasilhas da viúva nunca secaram. Até na morte, a vida se apresentou, de modo que Tudo está no Controle do SENHOR. É o Senhor que permite a seca, é ele que manda a chuva. É o Senhor que permite a morte, é Ele que gera a vida.
Todas essas coisas aconteceram em um contexto pagão, de pessoas que adoravam a falsos deuses (Baal). Foi neste contexto que surgiu uma grande confissão de fé: “Nisto conheço agora que tu és homem de Deus e que a palavra do SENHOR na tua boca é verdade” (1Rs 17.24).

No relato de 1 Reis podemos perceber que a iniquidade traz a morte, mas a Fé em Deus, Ressurreição. Vamos continuar a chorar pela morte de pessoas queridas, vamos sofrer diante da morte, mas Deus estará sempre conosco. Ele é nosso socorro, refúgio e fortaleza.
Diante da morte, mesmo diante dos melhores médicos, mesmo com os melhores recursos e com muito dinheiro, quando a morte vem não há nada para ser feito. É nesse sentido que (Contam) os três últimos desejos de Alexandre, o Grande, foram: 1. que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época; 2. que todos os seus tesouros conquistado fossem espalhado no caminho até seu túmulo; 3. que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão. Um dos seus generais, admirado com esses desejos, perguntou para Alexandre sobre as razões desses pedidos, e ele explicou: 1. Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles não têm poder de cura diante da morte; 2. quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem; 3. quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.
Que possamos compreender isso e reconhecer que na vida, o mais importante é crer em Deus, e junto com Davi, possamos pedir ajuda nas aflições da vida, pois : “Ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã” (Sl 30.5). Portanto: “Ouve, SENHOR, e tem compaixão de mim; sê tu, SENHOR, o meu auxílio” (Sl 30.10).


Um comentário:

Jorge luiz disse...

Quando vivemos com Cristo Jesus. Nada se perde tudo se ganha. pois ele é a resposta.